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O cheiro do livro

Livro novo, livro velho, adoro cheiro de livro. Minha explicação, é sentimental. Esta é química:

 

por que livros velhos cheiram bem Por que livros velhos cheiram bem livros divertidos

Você já deve ter reparado que livros velhos tem um cheiro característico, não poucas vezes, agradável.

Isso se deve à lignina ou lenhina.

A lignina ou lenhina é uma macromolécula tridimensional amorfa encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose na parede celular cuja função é de conferir rigidez, impermeabilidade e resistência a ataques microbiológicos e mecânicos aos tecidos vegetais.

Deu pra sacar que ela, embora já esteja presente nos vegetais, ajuda a proteger o papel de que os livros são feitos, certo?

Acontece que esse composto, a lenhina, é muito semelhante à vanilina, a substância que dá a, digamos assim, baunilhice da baunilha.

E todo o mundo sabe como a baunilha é cheirosa.

Ainda mais se você tem uma namorada que use aquele creme da Victoria’s Secret com essa fragrância…

Bem, voltando ao assunto…

Depois de algum tempo, tempo o suficiente para um livro ser considerado velho, a molécula da lenhina “se quebra” e libera o odor característico. Por isso, sebos e bibliotecas cheiram de modo tão agradável (desde que os responsáveis tirem o pó, evitem o mofo e limpem o lugar de vez em quando, claro).

Ainda assim, continuo a preferir garotas com cheiro de baunilha ou com outros olores mais agradáveis do que o cheiro dos livros, por melhor que alguns epistemofílicos insistam em dizer que eles exalem.

Por que os papéis amarelam

A legnina ou lenhina também é a explicação:

Um dos principais objetivos da fabricação de papel é reduzir o conteúdo de lignina na madeira a fim de produzir a massa de papel. Papéis com teor ainda alto de lignina (ela faz parte de 1/3 a 1/4 da massa da madeira), como o usado para papelão e jornal ficam amarelados facilmente devido a degradação desta com o ar. Assim, a lignina deve ser quase totalmente extraída antes do branqueamento do papel. Para isso, usam-se processos mecânicos e químicos, como por exemplo o processo Kraft.

Talvez por isso, os livros novos não tendam a cheirar tão bem quanto os livros antigos com o passar do tempo: eles tem menos lenhina.

(via)

 

 

 

 

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A história do e-mail

Confira!

 

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Bibliocanto (suporte) Star Wars

 



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Tem como prosseguir a vida humana sem?Vi Aqui: Livros e afins

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Thomas Mann

Hoje, 6 de julho, um dos maiore sescritores de língua germânica estaria fazendo aniversáro. Falo de Thomas Mann.

Thomas Mann

06/06/1875, Lübeck (Alemanha)  12/08/1955, (Suíça)

Nascido em 1875, em Lübeck (Alemanha), filho de um alemão e de uma brasileira. Após a morte de seu pai, em 1891, muda-se para Munique, onde freqüenta a universidade local.

Depois de trabalhar num escritório de seguros, passa a dedicar-se à literatura. Seus primeiros contos foram reunidos em O Pequeno Senhor Friedemann (1898). Em 1901, sai – com enorme impacto – o romance Os Buddenbrooks, baseado na decadência de sua própria família. Em 1912, ele lança a novela Morte em Veneza.

A Montanha Mágica é de 1924; confirmou a reputação de Mann como um dos escritores de maior arrojo filosófico na modernidade. Cinco anos depois, ele receberia o Prêmio Nobel de literatura.

Em 1933, quando Hitler se torna chanceler, o escritor muda-se para a Suíça e passa a editar um jornal de resistência. Depois de escrever uma tetralogia de romances condenando o racismo e o anti-semitismo, muda-se para Nova Jersey (EUA), dando aulas na Universidade de Princeton. Em 1947 sai Doutor Fausto, um dos maiores romances jamais escritos sobre a arte da música. Thomas Mann volta à Suíça em 1952, onde morre em 1955.

Curiosidades:

Hermann Hesse e Thomas Mann foram além de contemporâneos e colegas de profissão, grandes amigos. Um bom relato desta amizade está descrito no livro : Correspondência entre amigos  Hermann Hesse e Thomas Mann – 242 páginas – Editora Record 

Para quem não sabe, a Música  “Montanha Mágica” da Legião Urbana foi inspirada no clássico de Thoman Mann .

Para ouvir:

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Série clássicos não envelhecem: Os Sertões II

Continuação

Euclides da Cunha 360° a Obra e o Legado de um Intéprete do Brasil

Parte 1 – Euclides da Cunha : um escritor nascido nas páginas do jornal.

por José Leonardo do Nascimento

“Do ponto de vista literário e da relevância cultural, é um livro que marca e atravessa a história brasileira do século 20. É célebre a figura de Getúlio Vargas , em Canudos, com o livro debaixo do braço.”

“Quando Euclides tomou posse na Academia Brasileira de Letras, em 1906, Sílvio Romero fez um discurso pouco acadêmico, afirmando coisas um tanto absurdas, mas verdadeiras […].Terminou dizendo que “apesar das imprecisões da crítica indígena, a Academia estava recebendo um escritor que sabia colocar não apenas pronomes, mas também idéias.”

Parte 2 – “Grande livro que fala todas as línguas”

por José Celso Martinez Corrêa

“Monteiro Lobato vendia livros pelo interior de São Paulo. Como minha família era de Araraquara, um dia o próprio Lobato ofereceu a meu pai aquele volume de “Os Sertões”. Foi um encantamento”.

“Naquele momento Mao Tsé-tung já tinha encomendado a tradução de Os Sertões para o chinês. Sabiam disso? Tanto que quando Geraldo de Mello Mourão foi à China, perguntaram para ele  como era aquele “poema ilimitado brasileiro, repetindo a ideia de poema ilimitado que se aplica a Hamlet, de Shakespeare.”

“Quem se aproxima da obra se enfeitiça. Inclusive Euclides escreve enfeitiçado por Conselheiro.”

Parte 3 – O Brasil reconstruído a partir de seus contrastes e confrontos.

Para Zé Celso, Os Sertões, que ele adaptou para o palco , “é como uma universidade, que forma o leitor”.

Mesa 1 – “Em Canudos a reviravolta de opinião”

Por: Walnice Nogueira Galvão.

“[o capítulo] A Luta é  subdividida em seis capítulos e tem o mesmo número de páginas que as duas anteriores somadas. Trata-se da parte maior do livro.”

“A Terra, entre as muitas coisas brilhantes que efetua, realiza a metaforização narrativa dos vegetais.”

“Conforme a analogia positiva, temos ali o elogio da resitência dos vegetais, suas vitudes morais e seu caráter de plantas sociais. Ou seja: trata-se de alegorias do sertanejo, de quem essas plantas são aliadas e protetoras porque ela, além de apoiarem umas ás outras , repelem o invasor.”

“…quando Euclides diz que um soldado estava deitado à sombra de um  àrvore, “descansando”, havia três meses, ou seja, ele estava morto e mumificado pela secura dos ares do sertão.”

“Quando a guerra acabou, o que surgiu foi a resistência admirável dos canudenses e um massacre de gente pobre, mal armada e mal alimentada.”

“Vamos encontrar, misturadas nas páginas da obra, por exemplo, teoria sobre a origem do fenômeno endêmico das secas e interpretações psicocriminais  da instabilidade nervosa dos mestiços. Ou então, uma crítica ás táticas do exército misturada com análises de preceitos religiosos e de heresias ao longo da história”.

Continua

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Tempos Obscuros III

III

 

Lembro como foi quando entrei no primeiro dia de aula da Universidade. Não faz muito tempo é verdade, mas as coisas têm mudado tão rapidamente que parece há séculos.

Meu objetivo era tornar o mundo diferente por meio das palavras, lidas, mais que faladas. Era o encantamento daqueles símbolos pequenos combinados num fundo geralmente branco que ainda me tomava. Ainda hoje é assim. Na maioria do tempo.

Tudo parecia tão estimulante. Aproximadamente trinta jovens apaixonados (assim eu achava) por leitura, por literatura, por conhecimento.

Entre eles, um.

Certas fases da minha vida são como se eu estivesse prestes a me afogar, como naquele filme horroroso que assustava minhas tardes de infância, chamado “Enchente: quem salvará nossos filhos”. Criança asmática, o afogamento sempre fez parte de meus pesadelos. Mas como dizia, certas fazes parecem que estou prestes a me afogar e de repente coloco a cabeça para fora da água. Ele estava ali, à margem do desespero.

Gostaria de relatar uma passagem mais romântica, mas ele estava à margem, com cabelos desgrenhadamente pretos e eu o vi a caminho da sala de aula, de tênis. Pronto. Eu já sabia que ele teria um capítulo. Ele era um dos últimos freqüentadores de Bibliotecas.

Acontece que, para pagar a Universidade eu precisava trabalhar. Acontece que tudo que eu sabia era de ou sobre livros. Acontece que consegui um emprego numa Biblioteca.

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Tempos Obscuros II

II

Em casa não me era dado tocar nos livros da estante. Não era por mal. Talvez meu pai suspeitasse do poder subversivo que aqueles enfeites poderiam exercer em quem soubesse o código.
Filha de agricultores migrados para a cidade grande imagine o luxo que não era o simples freqüentar da péssima escola que me preparava para integrar, num futuro próximo, a massa periférica que eu já compunha e de onde eu jamais deveria ter posto os olhos para fora.
Talvez minha mãe antevendo as dificuldades de um futuro nada promissor dissesse com aspereza, que também é um jeito de amor, que eu não deveria “gastar a vista” naquilo.
Gastar a vista, na verdade, era o que se esperava das mulheres da linhagem a que eu pertencia. Desde que se tem notícia são exímias costureiras, e bem na minha vez, a linhagem se quebrou. Mal sei pregar um botão, mas provavelmente já tenha gasto muito de minha visão lendo livros no escuro quase completo.
Assim, tendo muito mais gosto por livros, canetas e papéis de que por tecidos, agulhas e linhas passei a infância silenciosamente habituada aos horários em que meu pai chegava a casa. Nos demais eu me divertia com os “livros proibidos”e os livros da escola também, e qualquer coisa escrita que me caísse em mãos ou nos pés, muito de minha litura se deu com jornais forrando o chão do banheiro.
Assim eu cresci ouvindo dizer que a tecnologia nos fez, nos faz e nos faria melhores. Assisti na Universidade aulas e mais aulas que apregoavam a desnecessariedade da leitura de livros após a internet. Poucos professores ainda não haviam aderido à moda anti-clássica. Ao menos com estes eu podia conversar.
Estávamos prestes a entrar para a geração “modernista” do ensino. Novos métodos de alfabetização, mudança na disposições do mobiliário escolar, alunos dispostos em círculos, deveres (quando) feitos, em grupo. Enfim, o progresso. Pouco tempo depois foram abolidos o giz e o caderno. Graças à democratização do ensino era garantido ao menos um computador portátil com conexão banda larga para cada ingressante no sistema escolar da época.
Quando escrevo assim, parece ser reminiscência de muitos e muitos anos atrás. Mas a tecnologia é veloz. Tudo isso se deu, como se diz, num clique.
O ensino “conteudista” ou “Tradicionalista” foi superado pela benesse tecnológica. Todo cidadão, ainda que analfabeto funcional possuía obrigatoriamente um (ou mais) telefone móvel, seu computador portátil e mais outros bem indispensáveis como estes.Ainda que não houvesse espaço suficiente para as pessoas residentes da cidade.
Cerca de 10 anos passados desta política educacional o progresso era, como víamos nas propagandas governamentais, o combustível do nosso país. As estatísticas nunca haviam sido tão positivas. Éramos um país sustentável, não desmatávamos florestas para fazer papel. Toda nossa história, arte e literatura cabiam em seis ou oito leitores digitais com memórias paquidérmicas e facilmente manuseáveis por qualquer pré-escolar. Logo, se qualquer um pode manusear estes leitores não era necessário o aprendizado tradicional da escrita, aprendia-se a digitar. A coordenação motora fina, aprimorada através de séculos tornou-se algo ultrapassado, bem como laços, fitas e acabamentos eram vistos como antiguidades fora de moda. Entre algumas tatuagens minhas encontram-se dois lacinhos cor-de-rosa.

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Tempos Obscuros

I

Durante muito tempo eu fui destas pessoas que acham que se deve dizer tudo. Eu devo aos grandes silêncios de meu pai, meus complexos silêncios de agora. Existem coisas na vida que não tem resposta. Ás vezes acho mesmo que a vida é uma grande pergunta, que só respondemos com a morte, para uma parcela das pessoas, física. Se eu estivesse agora diante de seus olhos você não me diferenciaria na multidão. Coisa que ofenderia meu ego, mas no fundo, sei que é melhor esta proteçãoDurante muito tempo eu fui destas pessoas que acham que se deve dizer tudo. Eu devo aos grandes silêncios de meu pai, meus complexos silêncios de agora. Existem coisas na vida que não tem resposta. Ás vezes acho mesmo que a vida é uma grande pergunta, que só respondemos com a morte, para uma parcela das pessoas, física. Se eu estivesse agora diante de seus olhos você não me diferenciaria na multidão. Coisa que ofenderia meu ego, mas no fundo, sei que é melhor esta proteção do anonimato. É isso que me permite acordar e ser uma pessoa diferente, ao menos tentar ser, para não ser tragada pela população fecunda da cidade que eu vivo. Aqui eu vivo. Mas não sou daqui. Na verdade, não sou de lugar algum, que é também um jeito de ser de qualquer lugar. Me encaixo quase bem em qualquer fresta, por que sei que se houve lugar para entrar também, quase sempre há saída. Agora faça de conta que nada disso foi dito. Se você quiser ainda saber de mim, aí é por sua conta e risco. A partir de agora serei mais direta. Ainda sou jovem o bastante para que meu corpo alcance as minhas idéias, ainda que muitas vezes ele simplesmente se prostre na hora H. Tudo isso é relativo. Quando abrir meus olhos verei à frente uma bagunça que não sei nem dizer direito como foi que começou. Este é o relato do fim dos tempos. Passamos pelo tão famoso apocalipse sem perceber. O que sobrou de nosso povo é isso que se vê pela rua, uma grande massa de seres incapazes de calcular quantos pedaços de pizza formam oito pizzas. Isso é um fato real. Não ria. Há quem diga, ou pense, no caso dos menos corajosos, que isso foi incitado por uma grande potência estrangeira e que, a médio prazo seremos colonizados. Não sei se faria lá muita diferença. Nossos hábitos já o foram há tempos e ninguém se esforçou muito por perceber. Em menos de três décadas, após anos dourados em que acreditava-se que seríamos o país do futuro, uma maneira de viver completamente alheia à nossa, se é que possuíamos, foi instaurando-se como uma pequena infiltração nas paredes das casas todas. Necessidades prementes de coisas que antes nunca fizeram falta, a isso alguns chamavam de inovação tecnológica, outros de globalização, outros de progresso, tudo dependia de que lado você estava do balcão e que faixa da sociedade você ocupava. Com isso nosso povo ficou cabeça a cabeça com os povos mais desenvolvidos no que tange às questões de consumo tecnológico. Dominávamos o ranking das redes sociais. Nós, mundialmente conhecidos pela simpatia, pela hospitalidade e pelos baixíssimos níveis de educação de nossa população. Este foi justamente o ponto. A tecnologia como bem de consumo entrava na vida das pessoas para ficar. Não havia um só domicílio que não possuísse àqueles itens imprescindíveis para a sobrevivência humana. Não, não era rede de esgoto ou água encanada, nem ar puro. do anonimato. É isso que me permite acordar e ser uma pessoa diferente, ao menos tentar ser, para não ser tragada pela população fecunda da cidade que eu vivo. Aqui eu vivo. Mas não sou daqui. Na verdade, não sou de lugar algum, que é também um jeito de ser de qualquer lugar. Me encaixo quase bem em qualquer fresta, por que sei que se houve lugar para entrar também, quase sempre há saída. Agora faça de conta que nada disso foi dito. Se você quiser ainda saber de mim, aí é por sua conta e risco. A partir de agora serei mais direta. Ainda sou jovem o bastante para que meu corpo alcance as minhas idéias, ainda que muitas vezes ele simplesmente se prostre na hora H. Tudo isso é relativo. Quando abrir meus olhos verei à frente uma bagunça que não sei nem dizer direito como foi que começou. Este é o relato do fim dos tempos. Passamos pelo tão famoso apocalipse sem perceber. O que sobrou de nosso povo é isso que se vê pela rua, uma grande massa de seres incapazes de calcular quantos pedaços de pizza formam oito pizzas. Isso é um fato real. Não ria. Há quem diga, ou pense, no caso dos menos corajosos, que isso foi incitado por uma grande potência estrangeira e que, a médio prazo seremos colonizados. Não sei se faria lá muita diferença. Nossos hábitos já o foram há tempos e ninguém se esforçou muito por perceber. Em menos de três décadas, após anos dourados em que acreditava-se que seríamos o país do futuro, uma maneira de viver completamente alheia à nossa, se é que possuíamos, foi instaurando-se como uma pequena infiltração nas paredes das casas todas. Necessidades prementes de coisas que antes nunca fizeram falta, a isso alguns chamavam de inovação tecnológica, outros de globalização, outros de progresso, tudo dependia de que lado você estava do balcão e que faixa da sociedade você ocupava. Com isso nosso povo ficou cabeça a cabeça com os povos mais desenvolvidos no que tange às questões de consumo tecnológico. Dominávamos o ranking das redes sociais. Nós, mundialmente conhecidos pela simpatia, pela hospitalidade e pelos baixíssimos níveis de educação de nossa população. Este foi justamente o ponto. A tecnologia como bem de consumo entrava na vida das pessoas para ficar. Não havia um só domicílio que não possuísse àqueles itens imprescindíveis para a sobrevivência humana. Não, não era rede de esgoto ou água encanada, nem ar puro.

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Cuidados com a informação descartável e relevância temporal

Caso alguém encontre o nome deste quadro, por favor, avise-me

Um dos motivos maiores para que eu demore um pouco a colocar posts novos (além de eu não ficar conectada all the time) é a relevância temporal dos assuntos.

Minha preocupação é que o que quer queseja postado aqui faça sentido entre miles e miles de blogs sobre coisa alguma.

Por isso que fiquei bastante curiosa com a indicação do livro O relógio do longo agora, de Stewart Brand,feita no blog Quero ter um blog, de Alessandro Martins.

O assunto da relevância temporal e de conteúdo é abordada lá no fim do artigo, mas vale dar uma olhada se você se interessa por informações úteis que não se dissolverão no próximo clic.

Ainda que, como eu, você não esteja interado de todas as nomenclaturas do tecnologiquês dá para perceber que é sério.

É bom lembrarmos que, antigamente, a informação vinha ou da tradição oral, ou dos livros, e nos dois casos eram dados testados e aprovados durante muito tempo por muita gente.

Desta maneira, parece que as coisas tinham durabilidade, profundidade e qualidade maiores, os sucessos, os fracassos, os relacionamentos.

Esse negócio de aprendemos tudo na base do “it’s now or never” nos empurra cada vez mais para os ditames desta sociedade consumista/imediatista, e assim agimos com o conhecimento, conosco e com as outras pessoas.

Logo, antes de você jogar um “inofensivo” papel de bala no chão, ou uma informação prejudicial na internet, por exemplo, vale a pena pensar que este ato se refletirá durante muito tempo antes de desaparecer.

Como já dizia meu pai: Quem boa cama faz, nela se deita. Logo, pensemos  meu povo, nas atitude de hoje, para reduzir os arrependimentos de amanhã.

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