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Restrospectiva de Leituras 2012 – Apenas uma garotinha

Seguindo na onda das biografias, Apenas uma Garotinha, conta leve e intensamente a história de um dos ícones do rock nacional, Cássia Eller.

Sua rebeldia, sua doçura, seus problemas com as drogas, com o pai, sua maternidade, seus amores, pelo futebol inclusive são narrados com fluência e semi imparcialidade, a julgar que como a maioria de nós, a qual eu me incluo, são fãs incondicionais dessa mulher doce e agressiva ao mesmo tempo;

Eu engoli o livro. Para lá de recomendado.

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Últimos dias da Exposição em homenagem à Elis Regina no Centro Cultural São Paulo

Mostra  que vai até 20 de maio exibe  cerca de 200 fotos antigas, vídeos de shows e entrevistas.

 

Desde  o último dia 14, aqui em São Paulo uma exposição em homenagem à cantora Elis Regina. A mostra, que acontece no Centro Cultural São Paulo, no Paraíso, na Zona Sul da capital, é organizada por João Marcello Boscoli, um dos filhos de Elis, e marca os 30 anos da morte da cantora.

São cerca de 200 fotos antigas, vídeos de shows especiais e de entrevistas com a cantora. A entrada é gratuita. Em uma sala especial, o público poderá escutar a cantora treinando e afinando a voz sem acompanhamento especial.

A carreira da cantora começou cedo, aos 12 anos, numa rádio gaúcha. O primeiro palco foi um barril, quando a família ainda morava em Porto Alegre. Em 1964, Elis se mudou para o Rio de Janeiro. Lá, se apresentou no Beco das Garrafas, em Copacabana. Logo depois, ela veio para São Paulo e começou a participar de festivais de música na televisão.

“Elis foi fotografada foi filmada, tudo de uma forma tamanha. Ela surgiu junto com a televisão. Primeira cantora a ter seu programa de TV e tudo mais. O acervo que se tem da Elis é imenso”, explica o curador da exposição Allen Guimarães.

A mostra traz também detalhes da vida de Elis, como as fotos do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, com quem ela teve João Marcello Bôscoli. A relação durou cinco anos. Algum tempo depois a cantora passou a viver com o produtor César Mariano, e mais dois filhos: Pedro Camargo Mariano e Maria Rita.

A exposição vai até 20 de maio e abre de terça a sexta-feira, das 10h às 20h. O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1.000, no Paraíso.

 

Via : G1

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Música como Ciência

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Além de astrônomo, físico, matemático e filósofo, Galileu Galilei (1564-1642) também tinha formação em música, sobre a qual chegou a escrever em um de seus tratados teóricos. Porém, a concepção musical do cientista italiano era muito diferente da de seu pai, o músico prático e teórico Vincenzo Galilei (1533-1591).

Ao contrário do que Galileu e alguns teóricos musicais defendiam no século 16, Vincenzo demonstrou que a música não poderia ser embasada nas ideias pitagóricas abstratas vigentes na época de razões de números inteiros, mas sim no fenômeno físico sonoro.

Essa contribuição do pai de Galileu para a história da música e da ciência é relatada no livro Vincenzo Galilei contra o número sonoro, publicado em setembro com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

Resultado do projeto de doutorado em história da ciência da pesquisadora Carla Bromberg, realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo com Bolsa da FAPESP, o livro aborda um período anterior à Revolução Científica sobre o qual, segundo a autora, há poucos estudos na história da ciência.

“O século 16 costuma ser anexado ao 17 na historiografia da ciência e suas características acabam sendo negligenciadas”, disse Bromberg à Agência FAPESP. “Esse período tem uma importância muito grande para a história da ciência porque nele foram escritos tratados teóricos sobre áreas chamadas de subalternas, como a música e a ótica, em que os autores demonstram um descontentamento com relação à natureza de suas ciências e propuseram discussões que levaram à reclassificação delas.”

Em alguns desses tratados teóricos, Vincenzo Galilei questiona os fundamentos matemáticos da música. Na época, a área não era classificada sobre uma base sonora, medida por meio de unidades de frequência, por exemplo, mas sobre uma base matemática, sendo entendida como um “número sonoro”.

“Embora existisse na época tanto a música teórica como a prática, a teórica seguia uma tradição platônico-pitagórica, que era defendida por Galileu e alguns teóricos musicais, cujo fundamento era aritmético”, explicou Bromberg.

Segundo ela, por meio de uma série de demonstrações, cálculos matemáticos e argumentos filosóficos, Vincenzo provou a ineficácia da base matemática para a música.

Para isso, o músico, que tocava alaúde, realizou diversos estudos sobre o comportamento dos materiais e os instrumentos musicais da época. E, utilizando a filosofia de Aristóteles (384-322 a.C.) conseguiu estabelecer uma nova fundamentação para a música que, na época, era considerada como ciência.

“Esse fato é bastante interessante porque a história da ciência do século 17 diz que foi quando se rejeitou o método aristotélico é que se conseguiu desenvolver uma nova concepção moderna de ciência”, disse Bromberg.

“No caso de Vincenzo Galileu, no século 16, foi justamente se valendo da filosofia de Aristóteles que ele conseguiu descobrir conceitos e desenvolver uma teoria para tirar a música do pedestal da matemática e conduzi-la para o campo da acústica”, disse.

Contribuições musicais

De acordo com Bromberg, uma das principais características musicais do repertório do século 16 era a polifonia – composições musicais escritas para várias vozes independentes uma das outras, porém com o mesmo grau de importância.

Por meio de diversos tratados, Vincenzo Galileu começou a unificar esse sistema musical de múltiplas vozes independentes e a transformá-lo em um sistema mais parecido com o existente hoje, composto por escalas musicais diatônicas (que possuem um determinado tom em relação a uma nota musical principal).

Em função disso, pode-se dizer que o músico se antecipou à publicação em 1722 de “O cravo bem temperado”, por Johann Sebastian Bach (1685-1750). Na obra, o compositor alemão desenvolveu um conjunto de composições para o instrumento de teclado utilizando a escala diatônica como “tempero” para calcular intervalos entre notas musicais.

“Por causa dessa prática das escalas diatônicas, ele conseguiu calcular intervalos musicais, com razões matemáticas, que não eram adotados pelos teóricos da época dele. Ele mostra que a música tem na matemática apenas sua instrumentalização, mas que não pode ter sua definição e seus conceitos baseados nela”, disse Bromberg.

Não se sabe se Galileu, que provavelmente também tocava alaúde, aceitou a teoria musical do pai, cujo trabalho não foi bem recebido em sua época, sendo pela primeira vez reconhecido pelo filósofo natural Marin Mersenne (1588-1648) no século 17 e citado na “Primeira história da música italiana do século 18”, de Giovanni Battista Martini (1706-1784).

“Alguns historiadores da ciência começaram a tentar relacionar o trabalho musical entre pai e filho nas décadas de 1960 e 1970. Mas, provavelmente, Galileu não aproveitou os novos conceitos musicais que Vincenzo elaborou”, disse Bromberg.

Vincenzo Galilei contra o número sonoro
Autora: Carla Bromberg
Lançamento: 2011
Mais informações: livrariadafisica.com.br/detalhe_produto.aspx?id=102157.

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Os livros de cabeceira de grandes nomes da MPB

 

Grandes nomes da MPB conversam sobre os livros importantes de sua vida no projeto Ilustre leitor

SESC Bom Retiro realiza encontro literário Ilustre leitor, uma vez por semana, de 31 de agosto a 28 de setembro. Zeca Baleiro, Lirinha, Tom Zé, Marina Lima e Zélia Duncan são os convidados a compartilhar com os presentes quais os livros que mais influenciam sua vida e produção artística. Além de ver e participar na plateia, o público também poderá assistir ao evento com transmissão ao vivo pelo facebook
do SESCSP.

O SESC Bom Retiro, nova unidade do SESC na capital paulista, realiza durante o mês de setembro uma programação especial voltada à literatura. Dentre as atividades previstas está a série de encontros Ilustre Leitor, que receberá nomes de referência da música brasileira para uma conversa informal sobre seus livros preferidos. Os títulos citados em cada um dos encontros fazem parte do acervo da biblioteca do SESC, podendo ser consultados após os eventos.

Sob mediação de Márcio Debellian, produtor e co-roteirista do filme Palavra (EN)cantada e organizador da antologia Liberdade até agora, da Móbile Editorial, o ciclo de encontros inicia-se no dia 31 de agosto em um bate papo com o compositor Zeca Baleiro. Nascido em São Luís, no Maranhão, Zeca começou a carreira compondo músicas para espetáculos infantis. Lançou seu primeiro álbum em 1997 e no mesmo ano recebeu o prêmio APCA como melhor cantor. Em 2010 fez o lançamento de seu primeiro livro, Bala na agulha.

O segundo convidado da série de encontros é José Paes de Lira, o Lirinha. O músico, que atualmente grava seu primeiro álbum solo, estará no SESC Bom Retiro no dia 6 de setembro. Natural de Pernambuco, iniciou seu trabalho artístico na peça O cordel do fogo encantando que dois anos depois se transformou em uma banda, ao lado de Clayton Barros e Emerson Calado. Foi vencedor do APCA em 2006 como melhor compositor de MPB e no ano seguinte lançou a O garoto cósmico, livro infantil publicado pela editora FTD.

O baiano Tom Zé também está entre os convidados. Um dos mais importantes compositores brasileiros fala sobre seus livros de cabeceira no dia 14 de setembro. Com mais de dez álbuns lançados, Tom Zé destaca-se pela originalidade de suas gravações que vão de Estudando o samba (1976) até Pirulito da ciência (2010). O músico possui um livro lançado em 2003, Tropicalista lenta luta, em que se revela como um dos pensadores do movimento.

Marina Lima é a convidada do dia 21 de setembro. A carioca, que consagrou hits como À francesa, Charme do mundo e Pra começar, lançou seu primeiro álbum em 1979. Seu mais recente trabalho lançado foi o disco Clímax, em 2011.

Para encerrar o ciclo, o último encontro da série fica a cargo da cantora Zélia Duncan no dia 28 de setembro. Nascida em Niterói, a cantora alcançou reconhecimento nacional com o lançamento de seu álbum homônimo, em 1994, que trazia sucessos como Catedral, Não vá ainda e Nos lençois deste reggae. Recentemente lançou o CD e o DVD do show Pelo sabor do gesto.

Via http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=7242

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‘Faroeste caboclo’ ganha personagens para ‘esticar’ trama

24/05/2011 07h22 – Atualizado em 24/05/2011 12h37

‘Faroeste caboclo’ ganha personagens para ‘esticar’ trama Rodado no DF desde abril, filme contextualiza saga de João de Santo Cristo. Filho de Renato Russo, de 21 anos, acompanha a adaptação da música. Jamila Tavares Do G1 DF imprimir João de Santo Cristo, Jeremias e Maria Lúcia são personagens já conhecidos da música brasileira, imortalizados na canção “Faroeste caboclo”, escrita por Renato Russo em 1979. Na versão cinematográfica da história, que está sendo filmada em Brasília desde 10 de abril, Cris, Beto e Telmo entram em cena para ajudar na contextualização do enredo de um dos maiores sucessos da Legião Urbana. João de Santo Cristo, vivido pelo ator Fabrício Boliveira, ao desembarcar em Brasília (Foto: Divulgação) No roteiro adaptado por Marcos Bernstein e Victor Atherino, eles ajudam na compreensão do desenrolar do triângulo amoroso e seu desfecho trágico. “A música não diz que ela [Maria Lúcia] tem amigos, mas também não diz que não tem”, afirma o diretor do filme, René Sampaio. Sampaio não dá detalhes sobre a versão cinematográfica de “Faroeste Caboclo”. Ele se limita a dizer que as principais adaptações feitas na transposição da música para as telas foram no sentido de dar veracidade aos personagens. Brasiliense com casa também no Rio de Janeiro, ele se diz fã da Legião Urbana e que, desde a primeira vez que ouviu a canção, quis fazer um filme sobre a história de João de Santo Cristo, Jeremias e Maria Lúcia. Ísis Valverde (acima, à direita), que interpreta Maria Lúcia e que ganhou um grupo de amigos na versão cinematográfica de ‘Faroeste Caboclo’, e o diretor René Sampaio (abaixo, de preto), durante gravação em Brasília; veja mais fotos (Fotos: Divulgação) A trama se passa quase integralmente em Brasília, entre 1979 e 1981. Por conta do tombamento do Plano Piloto, a Esplanada dos Ministérios, a rodoviária e os prédios da Asa Sul, onde mora Maria Lúcia, receberam pequenas alterações para a gravação de cenas externas. A Ceilândia dos anos 80 foi totalmente reconstruída no Jardim ABC, no Entorno do DF, porque a cidade hoje pouco lembra o cenário do fictício duelo final entre João de Santo Cristo e Jeremias. Orçado em cerca de R$ 6 milhões, já inclusos os gastos com lançamento e divulgação, o filme traz Ísis Valverde como a intérprete de Maria Lúcia. O papel de João de Santo Cristo ficou com Fabrício Boliveira, e Felip Abib dá vida a Jeremias. Antonio Calloni interpreta o policial Marco Aurélio, com ação voltada especialmente para a apreensão de drogas nos sisudos anos 80. Marcos Paulo vive o senador Ney, pai de Maria Lúcia. O filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, acompanha as filmagens. Cerca de 120 pessoas estão envolvidas no trabalho, dos quais 30 são atores. Para fazer a figuração das festas de rock que permeiam a trama, 300 jovens de Brasília foram selecionados em universidades, bares e também pela internet. Só para a recriação da Rockonha, 150 figurantes foram deslocados para o local original da festa, uma chácara perto de Sobradinho, a 22 km do centro do Plano Piloto. As filmagens em Brasília seguem até o próximo dia 25. Depois disso, uma equipe reduzida segue para a Bahia para filmar a partida de João de Santo Cristo de seu estado natal. Ainda não há previsão para o lançamento do filme, que só deve chegar às telas em 2012.

Source: G1

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Entre Pitty e Clarice Lispector

Surpresas…

Se você gosta de Pitty, provavalmente assistirá o vídeo inteiro…

Caso apenas goste de Clarice Lispector (veja a partir do vigésimo minuto) …vale a pena conferir. É sempre bom ver formadores de opinião jovens com boas inlfuências.

Enjoy.

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A música dos números primos

A música dos números primos Marcus de Sautoy – Jorde Zahar A progressão dos números naturais, tão simples e ordenada parece fornecer , talvez, o único modelo do infinito ao alcance dos seres finitos que somos.

Para quem nunca foi muito além das quatro operações básicas, como eu, parece uma proposta encantadora.

Além do livro, a TV Cultura produziu um programa sobre este tema , usando o livro como base, com participação de Carls Sagan e tudo.

 

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Fireflies – Owl City

Dica do Bruno, meu informante de assuntos televisivos, musicais e afins.

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Ar Condicionado e outras invenções do demônio

Ok. Vivemos numa sociedade escravizada controlada pelo aquecimento global.

Minha geração cresceu pensando num fim do mundo nada religioso, marcado pelas blasfemas sacolinhas de plástico e sua durabilidade herética.

Maaaaasss…

O que realmente me aflige nestes fins de tempos não é a possibilidade de redimir meus pecados, que são muitos e até gosto deles.

É a aversão mundial ao Calor.

Sim, nós que vivemos nos trópicos. Aqui, do lado de baixo do Equador, e que desde sempre, desde que o mundo é mundo já tinha dinossauro tomando sol nas praias, vendendo picolé na rua.

Aí agora o calor também é inimigo público, e dá-lhe ar-condicionado.

Ok. Algumas senhoras dirão…mas nesta faze, querida, os calores…

Mas e eu? Eu que gosto de calor e fico aqui, glacialmente entre as estantes e o ar-condicionado?

Quer saber, o ar-condicionado deve ser invenção do diabo. É.

Na graduação havia um professor (Um dos dois de quem eu gostava, e gosto) que alegava ser o computador (calma…não joguem objetos pesados) ser uma “máquina do mal”, inentada pelo demônio para se comprazer da imbecilização humana. Pois que, neste quesito, ainda que eu seja meio escravizada pela máquina do mal, eu aplicaria muito bem esta fala ao ar-condicionado.

(Professor Valfrides, um beijo)

Uma que os dutos que o conduzem não são limpos nunca e eu tenho uma relação muito fidedigna com os ácaros DESTA Biblioteca.

Outra que, quem mais, se não o INFELIZ DAS COSTAS OCAS, lá, do mais quente dos círculos do inferno  para ter uma ideia besta desta?

Ora pois, viva o calor. Quando tiver que ficar frio, vem o inverno , que se parece muito com inferno, não é mesmo?

Ah, lembrei do clipe One way ticket to hell…and back, do The Darkness.

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