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Dante e o inferno, quer dizer, a internet

 

dante A divina internet de Dante arte arquitetura

Achei este post do Livros e afins , mas veio por aqui ó: No Cats On The Blog, via Buzz da Lady Rasta.

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Notícia boa vinda de Brasília! Pontos de ônibus em Brasília viram estação cultural e têm internet grátis

Quem não quiser usar o computador, pode acessar a internet no celular, com a rede sem fio. Tudo de graça. Ainda tem uma pequena biblioteca com livros que podem ser lidos ali mesmo ou podem ser levados para casa.

Geiza Duarte Brasília

Surgiu em Brasília uma solução para tornar mais agradável aquele tempo que o brasileiro perde esperando a condução nos pontos de ônibus. A ideia de espalhar livros começou há algum tempo, mas agora tem tecnologia também. A parada de ônibus virou uma estação cultural. Tem até internet para os passageiros.

O olhar atento é de quem ainda não está muito familiarizado com a novidade, mas já que o computador está à disposição vale à pena fazer uma adaptação para usar o teclado virtual. É um convite ao aprendizado. “Eu sou analfabeto nesse negócio de informática. Tem muito pouco tempo que eu só sei o elementar, que foi o que eu fiz aqui. E o elementar funcionou”, comenta o livreiro Ivan Presença da Silva.

É uma estação cultural no meio da parada de ônibus. E quem não quiser usar o computador, pode acessar a internet no celular, com a rede sem fio. Tudo de graça. “Aqui eu atualizo as últimas notícias e continuo conectado mais uns minutos até chegar em casa”, conta o técnico de informática Thomás Sauro. “Vai fazer com que os usuários de ônibus tenham uma espera mais tranquila, mais divertida e mais cultural”, aposta o advogado Fabrízio Morelo.

Ainda tem uma pequena biblioteca com livros que podem ser lidos ali mesmo ou, se o leitor preferir, pode levar pra casa e devolver quando quiser. “Dificilmente, você tem tempo de ler no ônibus e você pode estar folheando um livro que você pega aqui”, diz a estudante Eduarda Silvino.

Por enquanto, só três paradas de ônibus ganharam as mini estações culturais. É uma fase de testes, mas a proposta é inaugurar outras 37 estações em vários pontos da cidade até a Copa do Mundo de 2014. O projeto teve apoio de empresas públicas e de uma fundação.

O idealizador do projeto é Luiz Amorim, filósofo autodidata e dono de açougue. Tudo começou quando, aos 16 anos, ele aprendeu a ler e se apaixonou pela literatura. Montou uma banca no açougue e passou a emprestar os livros que tinha. Há cinco anos, ele espalhou estantes cheias de livros pela cidade e agora o sonho de compartilhar conhecimento cresceu.

Londres já colocou em funcionamento um projeto semelhante, de livre acesso à internet, em toda a rede de metrô.

Por falar em internet, em meio a toda essa repercussão do caso da atriz Carolina Dieckmann, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) um projeto que torna crime invadir computadores.

A pena prevista é de três meses a um ano de prisão, além de multa. A punição será dobrada no caso de roubo de e-mails privados ou comerciais e pode aumentar ainda mais se o conteúdo for distribuído. O texto segue agora para o Senado.

 

Vi aqui

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A história do e-mail

Confira!

 

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A Igreja do Livro Transformador

E pela primeira vez eu pensei em frequentar uma…

Vi aqui.

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Leis de “censura” à internet: tem certeza que você entendeu?

É interessante como pessoas iguais podem se comportar de maneiras diametralmente opostas em relação a um mesmo fato, dependendo apenas da interferência ou não desse fato nas suas vidinhas pacatas.

Recebi há alguns dias um e-mail falando de um abaixo-assinado contra a aprovação do Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (PIPA) e do Ato de Combate à Pirataria Online (SOPA). Até alguns dias atrás tinha ouvido comentários a esse respeito. Somente busquei maiores detalhes sobre os projetos que estão em votação no Congresso dos Estados Unidos após o “apagão” de alguns sites, em protesto. Naquele dia todos comentavam o assunto. Saiu artigo de capa até mesmo aqui no PdH.

Ao acessar o tal abaixo-assinado, fui direcionado a uma página que mostra os últimos usuários que a assinaram. Observando esta relação por alguns segundos me impressionei com a quantidade de usuários brasileiros que eram exibidos. Parecia muito maior do que de americanos – que, em tese, seriam mais afetados do que nós por aquelas leis. Em uma conta rápida, cerca de 20% das assinaturas eram de brasileiros.

Quando Eduardo Azeredo apresentou seu infame projeto de lei, que diz respeito diretamente a todos nós, internautas brasileiros, a repercussão foi menor. Muito menor. Você sabe o que havia na versão inicial do projeto do deputado? Sabe que, com alterações, ele já foi aprovado pelo Senado Federal? Sabe que, se as sugestões do Ministério da Justiça e das diversas Polícias forem incorporadas ao projeto pela Câmara dos Deputados, toda a internet brasileira será grampeada? Sim, companheiro, tudo que você fizer na internet ficará registrado, e a polícia terá acesso aos dados sem necessidade de autorização judicial. Bastará uma suspeita de que você tenha praticado cibercrimes.

O que motivou tantos brasileiros, muitos dos quais sequer sabem da existência do “nosso” projeto de lei, a se manifestarem contra os dois projetos americanos? Passei a observar os comentários. A revolta se devia, em todos os casos que observei pessoalmente e em vários fóruns, à possibilidade de sites onde se baixa conteúdo de graça serem “excluídos” da internet. A reclamação começa e termina em “Não poderei mais baixar meus filmes/séries/jogos/músicas!”

Fala-se em censura, em autoritarismo, em corporativismo. Mas não há nenhum comentário sobre as medidas contidas nos projetos que caracterizam a censura, o autoritarismo e o corporativismo. O Congresso dos Estados Unidos é malvado porque quer me impedir de baixar o que eu quiser sem ter que pagar por isso.

Não quero abordar o prejuízo que a pirataria traz para quem compra um produto legal. Nem discutir se a disponibilização de conteúdo em sites de download gratuitos é ou não pirataria, ou se o projeto de Azeredo, que não trata do download ilegal de conteúdo, não foi divulgado porque a malvada mídia manipuladora tem interesse em sua aprovação. O que me deixou intrigado foi o contra-senso: o protesto é válido, mas muitos o estão apoiando para que possam continuar fazendo algo que é criticado também pelos próprios idealizadores do protesto.

As empresas e sites que apoiaram o protesto contra aquelas leis de nomes que soam tão ridículos em português não fizeram isso para que você possa continuar baixando, de graça, conteúdo pelo qual deveria pagar. O que elas repudiam são os métodos de controle e repressão, que podem retirar do ar páginas que não são utilizadas para a pirataria, entre outras coisas.

Será que em breve até nós do PdH teremos que compartilhar arquivos assim?

Se os dois projetos impedissem somente o acesso dos americanos aos sites de download, será que haveria tanto apoio dos brasileiros, ou de usuários do mundo todo? Estaríamos tão preocupados com a censura ou com o “fim da liberdade na internet”? Ou o nosso posicionamento seria “eu vou continuar fazendo meus downloads mesmo, então foda-se”, como ocorreu com o projeto de Azeredo?

Responda, com sinceridade: por que você, que espalha aos quatro ventos que o Congresso americano quer criar uma ditadura digital, foi contra o SOPA e o PIPA? Porque realmente entende todas as implicações de sua aprovação e não concorda com elas? Ou porque, se os projetos forem aprovados, você passará a ter que pagar pelo conteúdo digital que consome?

Vi Aqui

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Leia trechos da sabatina de José Saramago à Folha em 2008

Para matar a saudade.

DE SÃO PAULO

O escritor José Saramago participou de uma sabatina na Folha em novembro de 2008 como parte da comemoração de 50 anos do caderno Ilustrada.

Leia mais sobre José Saramago
Veja fotos do escritor José Saramago

Saramago foi sabatinado pela jornalista Sylvia Colombo, do caderno Ilustrada, por Vaguinaldo Marinheiro, secretário de redação da Folha, por Manuel da Costa, colunista da Ilustrada e por Luis Costa Lima, colunista do caderno Mais!.

Então com 86 anos, o escritor lançava seu trabalho mais recente, “A Viagem do Elefante”. Ele voltou a criticar a bíblia e a igreja, falou sobre sua relação com Portugal e com o comunismo e apoiou o acordo ortográfico da língua portuguesa.

Leia alguns trechos da sabatina:

Bíblia

Ao ser questionado se a doença mudou a sua percepção de Deus, o escritor perguntou “por que mudaria?”, acrescentando que foram os médicos e a sua mulher que o salvaram.

“Por que precisamos de Deus? Nós o vimos? A Bíblia demorou 2000 anos para ser escrita e foi redigida por homens”, declarou.

Ainda disse que a Bíblia é um “desastre”, cheia de “maus conselhos, como incestos, matanças”.

Saramago também afirmou que foi o homem quem inventou Deus, o Diabo e o purgatório, que “hoje está desqualificado”.

Ele ainda voltou a criticar a Igreja, afirmando que ela inventou o pecado para controlar o corpo humano. “O sonho da Igreja é transformar todos em eunucos, quer dizer, os homens, porque as mulheres não podem ser eunucas”.

Tuca Vieira – 28.nov.2008/Folhapress
O escritor português José Saramago durante sabatina promovida pela Folha em 2008
O escritor português José Saramago durante sabatina promovida pela Folha em 2008

Comunista “hormonal”

O escritor José Saramago, 86, disse que é um comunista hormonal e comparou a ideologia ao cristianismo.

Saramago disse que a explicação “hormonal” ocorreu quando ele refletia a perguntas sobre como ele ainda é um comunista na atualidade.

O escritor afirmou que a pergunta era comparável a questionar alguém o fato de como era ser cristão depois da Inquisição.

“Eu sou o que se poderia dizer um comunista hormonal”, afirmou o escritor, ao dizer que “acredita” ter uma produção de “hormônio do comunismo”.

“Ser comunista é um estado de espírito”, disse o escritor. Ele também afirmou que isto mostra que Karl Marx está cada vez mais atual. “Sinto, pelo menos na Europa, onde se reeditam seus livros, que as obras de Marx são bastante vendidas”, afirmou Saramago.

“O homem não morreu, ao contrário do que foi dito muitas vezes”, afirmou Saramago ainda sobre o assunto.

“Há muita gente que há três, quatro anos, podia dizer que estava na classe média. Agora não está mais, está na classe média, na pobre”, disse o escritor sobre os efeitos da crise na vida das pessoas.

Portugal

Saramago negou que tenha um problema com Portugal. “Mudei de bairro porque meu vizinho me incomodava e meu vizinho era o governo português”, afirmou o escritor.

“Eu saí de Portugal porque tinha um problema com um governo, não com Portugal, aliás, com aquele governo que já passou”, disse ainda o escritor, único detentor de um prêmio Nobel entre os escritores de língua portuguesa.

Saramago negou ainda que seus livros reflitam fases, locais onde tenha vivido. “‘Ensaio Sobre a Cegueira’, que é um marco, começou a ser escrito ainda em Portugal”, afirmou o escritor, que mora no arquipélago das Ilhas Canárias, Espanha.

Cegueira

O cineasta Fernando Meirelles teve de ser paciente e agüentar o mau humor do escritor José Saramago, 86, para convencê-lo sobre a adaptação de “Ensaio sobre a Cegueira” para o cinema.

O Nobel de Literatura contou que a ideia para escrever “Ensaio sobre a Cegueira” surgiu quando comia em um restaurante. Ao comer o seu prato preferido, ele se perguntou “E se todos nós estivéssemos cegos?”, no que ele mesmo respondeu: “Mas nós estamos todos cegos”.

“A cegueira, como é chamada no livro, é uma cegueira histórica. A história da humanidade é um desastre contínuo, sem um momento de paz”, explicou.

Para Saramago, a razão cegou a humanidade, que não usa o instinto como os animais. “Somos cegos pela razão porque a usamos para destruir a vida em todos os planos, não para expandi-la”.

Questionado se ele ainda tinha esperança que a humanidade aprendesse “essa lição”, Saramago declarou que não precisa ter esperança, uma vez que é apenas um “notário, alguém que registra os fatos, alguém que vive o presente”.

Carreira tardia

José Saramago afirmou que não tinha a ambição de ter uma carreira literária e que a sua não é produto de marketing. “Não há essa pressa de finalmente chegar a uma cria”, afirmou o escritor ao comentar que aos 80, ele tem a obra que “alguém costuma ter aos 60”.

O escritor também mandou um recado aos seus críticos ao pedir que lessem o que estava escrito no passado.

Ainda destacou que a geração de escritores surgida na década de 50 eram “escritores de culto”, sustentado por um grupo fiel de leitores, mas que não tiveram uma penetração social “não muito extensa”.

Segundo ele, esses autores não foram produto de marketing. “Acontece que eu não sou produto de marketing, que dizer, agora, sim, eu virei um produto sem procurar sê-lo”.

Acordo ortográfico

Defensor do novo acordo ortográfico dos países de língua portuguesa, o escritor minimizou a polêmica e disse que a verdadeira questão está na língua falada.

Ele exemplificou a questão com uma anedota, dizendo que, nesta viagem ao Brasil, não conseguia compreender o nome de uma jovem que lhe pediu um autógrafo. Era Thaís. “Não era a minha Thaís, ela me disse algo que a mim não era Thaís”, afirmou Saramago.

“A língua enriquece com a diversidade. Tem que haver um exercício de tolerância”, completou o escritor português.

Sobre a atual reforma ortográfica, Saramago também usou um exemplo pessoal e disse que “reaprendeu” a escrever a palavra mãe diversas vezes, com “e” e com “i” no final. “Não tem importância, a mãe era mesma”, disse, bem-humorado, o escritor.

“Enfim, bem dentro deste fato, o que se confunde muito com aquilo que também se chama fato, que aqui se chama terno –o que é um absurdo, pois se não tem um colete, como é que pode se chamar terno. Era terno porque eram três”, afirmou Saramago.

Compondo o grande núcleo dos lusófonos no mundo, o escritor disse que, em sua opinião, há pouca literatura do Brasil em Portugal. “Precisamos equilibrar esta balança”, afirmou o escritor.

No entanto, Saramago se mostrou um otimista –bem ele que afirmou que “o mundo é péssimo”– sobre o cenário da literatura atual. “Estamos a viver uma época bastante boa”, afirmou ele sobre os jovens escritores portugueses, que afirmou ler e preferiu não citar nomes.

Obama

Saramago comparou o democrata Barack Obama, presidente eleito dos Estados Unidos, ao chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

No entanto, ele disse também que a propaganda da mudança às vezes falha e citou como exemplo a ascensão dos trabalhistas no Reino Unido ocorrida com Tony Blair (que já abandonou o cargo).

Via Folha

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Softwares para Automação de Bibliotecas


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Dica de fórum para quem trabalha com de tecnologia da informação em centros de documentação e bibliotecas. (link)

Livros e afins

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Perigos do primeiro pc


 

Fonte: folha de são paulo

Via:cybercomportamento.com

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O triste fim da escrita cursiva


28/07/2011 às 15h26

Não é de hoje que educadores norte-americanos discutem o fim do ensino da escrita cursiva — a nossa chamada “escrita à mão”, treinada exaustivamente nas idades mais tenras em aulas de caligrafia. Recentemente, o estado de Indiana resolveu aboli-la de vez, privilegiando as letras de imprensa e aulas de digitação. Não foi o primeiro: Carolina do Norte e Geórgia compartilham a mesma filosofia.

De fato, num mundo cada vez mais conectado, escrever à mão tem se tornado um exercício raro. No trabalho, tudo é executado com o auxílio de computadores. Na comuncação pessoal, bilhetes e recados deram espaço a SMS, mensagens instantâneas e redes sociais. A telefonia fixa está decadente, enquanto a móvel agrega muito mais do que voz. O celular é o verdadeiro PC, um personal computer de corpo e alma, já que não desgruda de seus donos, fazendo o papel de uma janela para o mundo digital. E o que dizer do email? Prático e quase instantâneo, tornou-se o padrão da comunicação contemporânea.

Alguém aí ainda se lembra do que era escrever uma carta? Na minha pré-adolescência, além de pertencer a grupos “pen pal”, com amigos por todo o mundo, adorava corresponder-me com familiares, uma vez que estes se encontravam espalhados pelo Brasil e Alemanha. Era um ritual: escolhia com esmero os blocos de papéis de carta, comprados em papelarias dedicadas. Sempre guardava uma amostra numa pasta para coleção, e muitas vezes, trocava com amigas. Os envelopes sempre combinavam.

Ir para o exterior não era tão simples como hoje, e quando uma amiga viajava, ficávamos afoitas à espera dos lindos papéis importados. Com canetas, era a mesma coisa. Lembro-me que o must na época eram os papéis e canetas perfumados. Parece que continuo capaz de sentir as fragrâncias!

Sentava-se à escrivaninha e dedicava-se horas ao ofício da escrita, caprichando na caligrafia. E depois ainda tinha o ritual de escolher selos – outro objeto de coleção, desta vez incluindo os meninos – e despachar tudo pessoalmente numa agência dos correios.

E quando chegava uma carta, então? Que festa! Abria com cuidado o envelope pra não estragá-lo (usar vapor de água quente era um bom truque), pois tudo era cuidadosamente catalogado e guardado em caixas. Elas continuam em meus guardados.

Hoje, a correspondência eletrônica não é festa nenhuma… Abrimos nossa caixa de entrada e já ficamos rabugentos com o volume. Exatamente por ser prático e veloz, milhões de sem-noção nos entopem de baboseiras e propaganda. Juro que adoraria que tivéssemos que pagar por cada email mandado, usando uma espécie de selo virtual. Tenho certeza que o spam desapareceria.

Como entusiasta da tecnologia móvel, compreendo que a educação de nossas crianças deve ser realista, pensando no mundo em que vivemos e no que elas encontrarão quando adultas. Perder tempo desenhando letras parece um absurdo enquanto há tantas novas habilidades necessárias. Contudo, creio que os pedagogos esqueceram que a escrita cursiva é muito mais que uma forma de comunicação e registro. É um exercício cerebral.

Escrever à mão trabalha com nossa coordenação motora fina. Exercita regiões cerebrais que ficaram esquecidas nesta era dos teclados. Por causa da minha especialidade (atendo idosos em clínicas e casas de repouso) participo de muitos simpósios de gerontologia; os estudiosos são unânimes em afirmar que leitura de qualidade e atividades manuais inibem quase todos os tipos de demência na fase senil. Em suma, o cérebro precisa ser constantemente “desafiado”. Marcenaria, pintura, artesanato, bordado, tricô, crochê… curiosamente, atividades cada vez mais negligenciadas. Vamos abandonar a escrita também?

Eu, pelo menos, não.

Atualmente uso Moleskines – os badalados cadernos acid-free, cujas folhas durarão por décadas e até séculos. Pena que na minha época de rabiscadora compulsiva era praticamente impossível conseguir um, por causa das políticas de reserva de mercado. Guardo meus cadernos até hoje, lamentando suas folhas amareladas e frágeis, a um passo de se desmanchar. Quando quero manter meus registros escritos à mão também em meio digital, recorro à Livescribe, a melhor conjunção entre tinta, papel e bytes.

Continuarei o exercício de escrever, desenhar e fazer mapas-mentais até o fim dos meus dias. Depois de esvaziar a penosa caixa de emails, sempre encerro o dia entre meus cadernos e canetas coloridas. Usaria minhas canetas perfumadas, que trato como relíquias, se não tivessem secado.

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Recebido do LivroseAfins

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Novas tecnologias

Sempre soube que livros eram o que havia de mais revolucionário, mas este pessoal aqui descreveu muito bem, assistam:

Quem gosta de livro vai concordar.

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