Arquivo da tag: MAchado de Assis

Clássico itinerante: Livros clássicos são distribuídos de graça em terminais de ônibus

28/05/2012 – 15h01

PATRÍCIA BRITTO
DE SÃO PAULO

A partir desta segunda-feira (28), os paulistanos podem retirar gratuitamente até um exemplar dos livros “A Nova Califórnia e Outros Contos”, de Lima Barreto, e “Contos Paulistanos”, de Antônio de Alcântara Machado, em um dos quatro pontos de distribuição do projeto De Mão em Mão.

Os livros ficam disponíveis de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e sábado, das 10h às 18h, nos terminais de ônibus Mercado (centro), Santo Amaro (zona sul), Pirituba (zona norte) e Antônio Estêvão Carvalho (zona leste). Não é preciso apresentar nenhum documento.

Divulgação
A pintura "Cena de Rua", de Ernesto De Fiori, ilustra a capa da reedição do livro "Contos Paulistanos", de Alcântara Machado
Pintura “Cena de Rua”, de Ernesto De Fiori, ilustra a capa da reedição do livro “Contos Paulistanos”, de Alcântara Machado

Inspirado na iniciativa colombiana Libro al Viento (Livro ao Vento, em espanhol), o De Mão em Mão reedita e distribui obras de autores brasileiros para despertar o interesse pela leitura.

“Levando em conta que o modelo colombiano é bem-sucedido e reconhecido internacionalmente, a gente pensou em adaptá-lo para São Paulo”, diz o editor-executivo da editora Unesp, Jézio Hernani.

A ideia é que os leitores passem o livro adiante quando terminarem a leitura ou que o devolvam para os pontos de distribuição, onde outras pessoas poderão retirá-lo.

As reedições são feitas pela Unesp, com uma tiragem de 20 mil exemplares por título, em parceria com a Secretaria de Cultura de São Paulo. Há ainda a possibilidade de baixar a versão digital dos livros no site do projeto.

SELEÇÃO

Este é o segundo lançamento da coletânea, que começou em dezembro do ano passado com a obra “Missa do Galo e Outros Contos”, de Machado de Assis. “A coleção é uma paquera com os leitores que não estão acostumados com o hábito de ler”, diz Hernani.

Os títulos são selecionados por um conselho editorial formado por professores, editores e escritores, entre eles o poeta Sérgio Vaz, fundador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia).

Autores como Mário de Andrade e João Cabanas estão entre os que terão obras publicadas nos próximos meses, segundo o editor-executivo da Unesp. O lançamento dos próximos livros está previsto para ocorrer até julho.

Via Folha.com

Deixe um comentário

Arquivado em Coisas sobre informação, Ensino, Literatura

Woody Allen, Sallinger e Machado de Assis

Nunca duvidei do poder de Machado de Assis, mas continuo a me surpreender sempre.

Quem diria, Memórias Póstumas de Brás Cubas, no top five de Woody Allen…”não é debalde que a se relaciona com b”…

Woody Allen’s top five books

From JD Salinger to SJ Perelman, the director writes about the books that have made most impact on him as a film-maker and comic writer

Woody Allen

Woody Allen. Photograph: Guido Montani/EPA

The Catcher in the Rye by JD Salinger (1951)

The Catcher in the Rye has always had special meaning for me because I read it when I was young – 18 or so. It resonated with my fantasies about Manhattan, the Upper East Side, and New York City in general. It was such a relief from all the other books I was reading at the time, which all had a quality of homework about them. For me, reading Middlemarch or Sentimental Education is work, whereas The Catcher in the Rye is pure pleasure. The burden of entertainment was on the author. Salinger fulfilled that obligation from the first sentence on.

When I was younger reading was something you did for school, something you did for obligation, something you did if you wanted to take out a certain kind of woman. It wasn’t something I did for fun. But Catcher in the Rye was different. It was amusing, it was in my vernacular, and the atmosphere held great emotional resonance for me. I reread it on a few occasions and I always get a kick out of it.

Really the Blues by Mezz Mezzrow and Bernard Wolfe (1946)

I learned over the years – by meeting legitimate jazz musicians who knew Mezzrow and the people he wrote about in the book – that this memoir was filled with apocryphal stories. But it had a great impact on me because I was learning to be a jazz clarinet player, like Mezzrow, and learning to play the idiom of music that he and Bernard Wolfe wrote about. The story, while probably just a lot of junk, was compelling for me because it was about many musicians whose work I knew and admired and the ins and outs of jazz joints that I knew about and the legendary songs that were played in the legendary nightclubs. So I had a great time reading it when my own jazz passion was forming. But I know it’s not a very good or even a very honest book.

The World of SJ Perelman (2000)

The funniest human being in my lifetime, in any medium – whether it’s stand-up, television, theatre, prose, or movies – is SJ Perelman. The early stuff was a little wild, not nearly as subtle or as good. As he developed over the years, his stuff became relentlessly sensational.

There are many collections of Perelman that are filled with great things. This one, which I wrote the foreword to, has a number of spectacular pieces. Because the editors did it chronologically, my own opinion is that the first four essays are weaker. Once you hit the fifth casual, as the New Yorker called them, he hits his stride and the rest of them are absolute comic genius. As funny as you can get.

Those of us who grew up with Perelman found it impossible to avoid his influence. He had such a strong, inventive style.

Epitaph of a Small Winner by Machado de Assis (1880)

I just got this in the mail one day. Some stranger in Brazil sent it and wrote, “You’ll like this”. Because it’s a thin book, I read it. If it had been a thick book, I would have discarded it.

I was shocked by how charming and amusing it was. I couldn’t believe he lived as long ago as he did. You would’ve thought he wrote it yesterday. It’s so modern and so amusing. It’s a very, very original piece of work. It rang a bell in me, in the same way that The Catcher in the Rye did. It was about subject matter that I liked and it was treated with great wit, great originality and no sentimentality.

Elia Kazan: A Biography by Richard Schickel (2005)

It’s the best showbusiness book that I’ve read. It’s brilliantly written and it’s about a brilliant director who was very meaningful to me when I was growing up and becoming a film-maker. Schickel understands Kazan; he understands Tennessee Williams; he understands Marlon Brando; he understands A Streetcar Named Desire. He writes with great historical knowledge, insight and liveliness. Showbusiness books are usually not worth reading. They’re just silly and shallow. But this is a fabulous book. Whatever you think of Kazan politically, it has nothing to do with the fact that the guy was a great director.

Via Livros e Afins e The Guardian

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura

Ronaldinho Gaúcho Na Academia Brasileira de Letras

Às vezes eu acho que já vi de tudo, e que nada mais me surpreenderia…mas AHA!

Não sei o que tem acontecido com a célebre Academia Brasileira de Letras, mas depois que assisti a um chá (ainda que na calçada) de Bruna Surfistinha, quando do lançamento de seu livro, fiquei um tanto desacreditada de meus olhos e ouvidos, mas agora é sério, é dentro e condecorado.

O jogador Ronaldinho Gaúcho e o técnico Vanderlei Luxemburgo receberam a medalha Machado de Assis, a maior honraria da ABL. Por quê? Não sei.

Não discuto o mérito de ambos em suas respectivas profissões, mas e a ABL com isso?

Ok.  Os 110 anos do nascimento do escritor  José Lins do Rego…

(José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901, no Estado da Paraíba, e morreu em 1957 na cidade do Rio de Janeiro. O escritor ficou conhecido por obras como o Menino do Engenho e Fogo Morto, e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Por volta de 1935, ele tornou-se um dos diretores do Flamengo.)

Tudo bem que o evento esteja ligado a José Lins do Rego, Flamenguista rubro, mas…

Segundo o jornalista Juca Kfouri, em comentário hoje, à rádio CBN,  quando perguntaram a Ronaldinho qual seu livro preferido não houve respostas…surpresas…

No http://gazetaonline.globo.com há a integra da reportagem, da qual extraí os seguintes trechos que só aumentam minha interrogação…como eu gostaria de discutir isto com o mestre Valfrides…

“Ainda em busca de ser imortal no Flamengo, jogador aparece com estilo despojado, fica com cara de ponto de interrogação, mas esbanja simpatia”

foto: Globoesporte.com

Ao lado de Patrícia Amorim e Luxemburgo, Ronaldinho Gaúcho participa de solenidade na ABL
Ao lado de Patrícia Amorim e Luxemburgo, Ronaldinho Gaúcho participa de solenidade na ABL

“Ronaldinho Gaúcho é mais chegado em pandeiro do que em livro. Mas no início da tarde desta segunda-feira, o camisa 10 do Flamengo esteve na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio, para participar da homenagem pelos 110 anos de nascimento do escritor e torcedor rubro-negro José Lins do Rego. Tratado como ‘Doutor Ronaldinho’ na plaquinha que demarcava seu lugar na mesa, ele fugiu do rótulo.”

” Ronaldinho apareceu na ABL de camisa social preta, calça jeans, a tradicional boina, brinco de brilhante e cordões, pulseiras e relógio de ouro.”

 

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura

Machado de Assis e o diagnóstico psiquiátrico

Loucura a dois, ou como foi originalmente registrada, folie a deux, é um distúrbio no qual o paciente tem sintomas psicóticos que são “transmitidos” a outros membros do grupo ou da família. Este distúrbio geralmente acontece em grupos ou famílias que vivem isoladas e mais frequentemente , com mulheres. O estudo que primeiro teria descrito cientificamente os sintomas desta doença foi publicado em 1887. E onde Machado entra nisso? Bem, dois cientistas da USP, Daniel Martins de Barros e Geraldo Busatto Filho, perceberam um caso similar no conto “O Anjo Rafael”, escrito anteriormente ao artigo científico, em e que traz como protagonista um fazendeiro que acredita ser o Anjo Rafael, acredita tanto, que sua filha também o faz, desta forma, segundo os pesquisadores, antes dos médicos, em 1869, Machadão teria percebido que loucura, nesse caso, pega!

Para ler o conto, clique aqui.

Matéria do caderno de Ciências da Folha de São Paulo de 15 de março de 2011.

 

 

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura