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Vocabulário, leitura e pensamento

Que sou fascinada pela palavra e suas sutilezas não é nenhuma novidade. Mas sempre me espanta que as pessoas ainda duvidem do poder do verbo.

Ao ler este post aqui, lembrei imediatamente do livro “1984” de George Orwell, em que, numa realidade completamente comandada pelo Estado, as pessoas vivem sob um controle tão absoluto que até o dicionário vai sendo reduzido, tirando de seu conteúdo palavras que conduzam o indivíduo ao raciocínio, ao questionamento, à dubiedade, ou seja, ao pensamento.

Comparando à nossa realidade, será que, os estudantes do ensino médio, por exemplo, têm um vocabulário adequado ao nível de cultura que se espera deles? E quantos destes que você conhece, se interessam em saber o significado de alguma palavra desconhecida?

Que bom que “1984” é apenas uma ficção , não é?

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5 dicas de George Orwell para escrever bem

Orwell escreveu uma série de dicas para melhorar a qualidade das publicações da metade do século XX – e elas continuam atuais na era dos blogs. George Orwell, você sabe, é o autor de “1984″ (o livro que cunhou o conceito e o nome “Big Brother”) e de “A revolução dos bichos”. O que você pode não saber é que em 1946 ele escreveu um texto dando sugestões para melhorar o estado do uso do idioma nas publicações da sua época. As dicas continuam atuais e são excelentes receitas para escrever de forma direta e sem cometer os pecados do lugar comum. E o melhor: podem ser resumidas de forma muito simples. Se você escreve com freqüência, seja em um blog, em relatórios corporativos ou trabalhos escolares, leia a seguir as sugestões do inventor do Big Brother para que você melhore a efetividade da sua comunicação. As dicas de George Orwell: 1. Nunca use chavões, metáforas ou outras figuras de linguagem que você esteja acostumado a ver na imprensa. 2. Nunca use uma palavra longa onde uma curta é suficiente. 3. Se for possível cortar uma palavra, sempre a corte. 4. Nunca use a voz passiva se puder usar a ativa. 5. Nunca use uma frase estrangeira, um termo científico ou um jargão se você consegue pensar em um equivalente comum. 6. Quebre qualquer destas regras antes de escrever alguma barbaridade. Das regras acima, o que mais me irrita como leitor é quando um autor quebra a primeira. Veja mais detalhes e referências em 5 Rules of Effective Writing, by George Orwell. Se você acha interessante aprender com dicas simples dos grandes mestres da escrita contemporânea, leia também o artigo As 5 dicas de Ernest Hemingway para escrever textos com efetividade.

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