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Livro vai contar a história da produtora Pixar e suas animações de sucesso

Via : REDAÇÃO MTV

 Será lançado no próximo dia 2 de novembro o livro ‘The Art of Pixar: 25th Anniv.: The Complete Color Scripts and Select Art from 25 Years of Animation’, que promete contar a história e os bastidores de todos os filmes da Pixar criados até hoje – 12 longas-metragens e 20 curtas-metragens.

O livro terá 320 páginas que privilegiam imagens, como os colorscripts dos filmes, que mostram, entre outros detalhes, alterações de cor e iluminação de seus personagens durante todo o processo de produção.

Fundada em 1986, a Pixar Animation Studios surgiu de uma divisão de computação gráfica da Lucasfilm, empresa de George Lucas. Seu primeiro longa-metragem lançado foi ‘Toy Story’ (1995). O livro faz parte das comemorações do aniversário de 25 anos da empresa responsável por produções que marcaram o cinema, como Carros, Wall-E, Toy Story, Procurando Nemo, entre outros.

Um fã da empresa produziu um vídeo com imagens de todos os filmes, assista:

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Arquivado em Literatura, Na Biblioteca

Pessoa cineasta?

Via: Jornal de Notícias

Ana Nunes Cordeiro *

Sob o rótulo “Film Arguments”, Fernando Pessoa deixou escritos e dactilografados argumentos cinematográficos em três línguas que só agora serão publicados em Portugal, bem como planos para criar uma produtora de cinema, a Ecce Film, e o respectivo logótipo.

foto Natacha Cardoso/Global Imagens
Pessoa escreveu argumentos para filmes

Com edição, introdução e tradução de Patrício Ferrari e Cláudia J. Fischer, todos esses textos de Pessoa directamente relacionados com cinema, inéditos em Portugal, foram pela primeira vez reunidos num volume intitulado “Argumentos para Filmes”, que chega a 8 de Julho às livrarias, no âmbito da colecção “Obras de Fernando Pessoa”, coordenada por Jerónimo Pizarro e publicada pela Ática, chancela da Babel.

Aí se podem encontrar seis argumentos cinematográficos incompletos da autoria de Fernando Pessoa, “quase certamente escritos ainda na época do cinema mudo”, indicam os autores da obra no prefácio.

Quatro dos argumentos, “todos datáveis da década de 1920”, foram escritos em inglês — um deles com diálogos em português –, com indicações como “Nota para um ‘thriller’ disparatado. Ou para um filme” ou “Meio plano para peça ou filme.”

Os outros dois, “de data posterior a 1917″ e redigidos em francês, já foram publicados, sim, mas apenas em França, em 2007, num pequeno opúsculo da Pléiade, juntamente com a tradução francesa de dois dos argumentos ingleses, e terão agora a respectiva tradução em português.

” Lusa, Cláudia J. Fischer, professora e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, disse que embora tais argumentos cinematográficos não tenham até agora sido transcritos e traduzidos para português, presume que “já houvesse há algum tempo conhecimento da sua existência no espólio” de Fernando Pessoa (1888-1935).

“É espantoso” que tais textos não tenham ainda sido divulgados em Portugal, tendo em conta o grande número de estudiosos da obra do poeta que já teve acesso à sua famosa arca de papéis, observou a co-autora deste livro, acrescentando que “além destes, há ainda outros textos que nunca foram publicados, contrariamente à ideia que existe de que tudo do Fernando Pessoa já está publicado”.

“Provavelmente, nunca foram levados muito a sério, porque são fragmentados, não são muito completos. Nunca chegou, ele próprio, a avançar com uma proposta de publicação, porque não teriam ainda a sua forma definitiva. Penso que será por isso”, sustentou.

O que Cláudia J. Fischer e Patrício Ferrari acharam “particularmente fascinante” nestes argumentos ou planos para argumentos de filmes foi o facto de eles refutarem a tese de que Fernando Pessoa não se interessava por cinema, uma tese que até agora vigorava e era defendida em várias obras, incluindo o “Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português”, um volume publicado em 2008, com quase 600 artigos da autoria de 90 especialistas portugueses e estrangeiros, centrado na obra do poeta e nos traços culturais do seu tempo.

Essa tese tinha como fundamento excertos de alguns poemas de Álvaro de Campos, textos e correspondência de Pessoa em que este expressava uma quase aversão à sétima arte e que estão também incluídos neste livro “Argumentos para Filmes”, para melhor se entender o que afinal pensava o poeta sobre o cinema.

Nesses textos, “há várias referências ao cinema, muitas em tom um pouco depreciativo, mas porque está a referir-se ao cinema hollywoodiano, que considerava superficial — ou seja, há realmente um tratamento do tema do cinema, mas de um ponto de vista crítico”, apontou a investigadora.

Porém, como Pessoa “tinha a preocupação de ‘Fazer pela Vida’ – para citar o título do livro que Mega Ferreira escreveu sobre ele, em que ele apresenta vários projectos, patentes de máquinas, etc. -, como tinha a preocupação de rentabilizar algum produto seu, nós pensamos que estes argumentos, especialmente os ingleses, provavelmente tinham o intuito de ser comercializados no mercado anglófono – e não no português — e por isso é que estão em inglês”, referiu.

“São ‘thrillers’, às vezes lembram um bocadinho comédias de costumes, são sempre brincadeiras em torno de trocas de identidade, o que é muito interessante também para uma poética do Pessoa, toda a questão da identidade está muito iminente. São textos fragmentários, curtinhos, mas podem completar imensamente uma imagem do perfil que tem sido construído de Fernando Pessoa”, defendeu.

Outro dos capítulos do livro é dedicado aos projectos do poeta relacionados com o cinema: em 1919/1920, queria criar uma empresa que se chamaria Cosmopolis e, mais tarde, o Grémio de Cultura Portuguesa, “que eram uma espécie de agências de propaganda nacional” — explicou a professora universitária –, cuja acção passaria necessariamente pelo cinema, que Pessoa descreveu, nos seus planos, como “uma das maiores armas de propaganda que se pode imaginar” e que pretendia usar “para divulgar Portugal no mundo”.

É no âmbito destes dois projectos que tem a ideia — “que passou muito despercebida” — de criar uma produtora cinematográfica, a Ecce Film, sublinhou.

“O logótipo, completamente inédito, que nós reproduzimos no livro é invenção do Fernando Pessoa, incluindo o aspecto gráfico. Ele ensaiou vários logótipos para esta Ecce Film e imaginou já o papel timbrado e os envelopes com uma morada — que nós desconhecíamos se existia e que fomos procurar”, descreveu.

A morada era ‘Rua de S. Bento, números 333 e 335’ e os dois investigadores descobriram que aí existira um estúdio de cinema que era utilizado por importantes produtoras de filmes da época.

O que se conclui, frisou Cláudia J. Fischer, e é essa a grande novidade deste livro, é que “Fernando Pessoa estava a par do que se passava no sector cinematográfico em Lisboa, interessava-se por isso e chegou mesmo a projectar qualquer actividade sua ligada ao cinema, fosse produção ou fosse divulgação”.

* Agência Lusa


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‘Faroeste caboclo’ ganha personagens para ‘esticar’ trama

24/05/2011 07h22 – Atualizado em 24/05/2011 12h37

‘Faroeste caboclo’ ganha personagens para ‘esticar’ trama Rodado no DF desde abril, filme contextualiza saga de João de Santo Cristo. Filho de Renato Russo, de 21 anos, acompanha a adaptação da música. Jamila Tavares Do G1 DF imprimir João de Santo Cristo, Jeremias e Maria Lúcia são personagens já conhecidos da música brasileira, imortalizados na canção “Faroeste caboclo”, escrita por Renato Russo em 1979. Na versão cinematográfica da história, que está sendo filmada em Brasília desde 10 de abril, Cris, Beto e Telmo entram em cena para ajudar na contextualização do enredo de um dos maiores sucessos da Legião Urbana. João de Santo Cristo, vivido pelo ator Fabrício Boliveira, ao desembarcar em Brasília (Foto: Divulgação) No roteiro adaptado por Marcos Bernstein e Victor Atherino, eles ajudam na compreensão do desenrolar do triângulo amoroso e seu desfecho trágico. “A música não diz que ela [Maria Lúcia] tem amigos, mas também não diz que não tem”, afirma o diretor do filme, René Sampaio. Sampaio não dá detalhes sobre a versão cinematográfica de “Faroeste Caboclo”. Ele se limita a dizer que as principais adaptações feitas na transposição da música para as telas foram no sentido de dar veracidade aos personagens. Brasiliense com casa também no Rio de Janeiro, ele se diz fã da Legião Urbana e que, desde a primeira vez que ouviu a canção, quis fazer um filme sobre a história de João de Santo Cristo, Jeremias e Maria Lúcia. Ísis Valverde (acima, à direita), que interpreta Maria Lúcia e que ganhou um grupo de amigos na versão cinematográfica de ‘Faroeste Caboclo’, e o diretor René Sampaio (abaixo, de preto), durante gravação em Brasília; veja mais fotos (Fotos: Divulgação) A trama se passa quase integralmente em Brasília, entre 1979 e 1981. Por conta do tombamento do Plano Piloto, a Esplanada dos Ministérios, a rodoviária e os prédios da Asa Sul, onde mora Maria Lúcia, receberam pequenas alterações para a gravação de cenas externas. A Ceilândia dos anos 80 foi totalmente reconstruída no Jardim ABC, no Entorno do DF, porque a cidade hoje pouco lembra o cenário do fictício duelo final entre João de Santo Cristo e Jeremias. Orçado em cerca de R$ 6 milhões, já inclusos os gastos com lançamento e divulgação, o filme traz Ísis Valverde como a intérprete de Maria Lúcia. O papel de João de Santo Cristo ficou com Fabrício Boliveira, e Felip Abib dá vida a Jeremias. Antonio Calloni interpreta o policial Marco Aurélio, com ação voltada especialmente para a apreensão de drogas nos sisudos anos 80. Marcos Paulo vive o senador Ney, pai de Maria Lúcia. O filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, acompanha as filmagens. Cerca de 120 pessoas estão envolvidas no trabalho, dos quais 30 são atores. Para fazer a figuração das festas de rock que permeiam a trama, 300 jovens de Brasília foram selecionados em universidades, bares e também pela internet. Só para a recriação da Rockonha, 150 figurantes foram deslocados para o local original da festa, uma chácara perto de Sobradinho, a 22 km do centro do Plano Piloto. As filmagens em Brasília seguem até o próximo dia 25. Depois disso, uma equipe reduzida segue para a Bahia para filmar a partida de João de Santo Cristo de seu estado natal. Ainda não há previsão para o lançamento do filme, que só deve chegar às telas em 2012.

Source: G1

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Woody Allen, Sallinger e Machado de Assis

Nunca duvidei do poder de Machado de Assis, mas continuo a me surpreender sempre.

Quem diria, Memórias Póstumas de Brás Cubas, no top five de Woody Allen…”não é debalde que a se relaciona com b”…

Woody Allen’s top five books

From JD Salinger to SJ Perelman, the director writes about the books that have made most impact on him as a film-maker and comic writer

Woody Allen

Woody Allen. Photograph: Guido Montani/EPA

The Catcher in the Rye by JD Salinger (1951)

The Catcher in the Rye has always had special meaning for me because I read it when I was young – 18 or so. It resonated with my fantasies about Manhattan, the Upper East Side, and New York City in general. It was such a relief from all the other books I was reading at the time, which all had a quality of homework about them. For me, reading Middlemarch or Sentimental Education is work, whereas The Catcher in the Rye is pure pleasure. The burden of entertainment was on the author. Salinger fulfilled that obligation from the first sentence on.

When I was younger reading was something you did for school, something you did for obligation, something you did if you wanted to take out a certain kind of woman. It wasn’t something I did for fun. But Catcher in the Rye was different. It was amusing, it was in my vernacular, and the atmosphere held great emotional resonance for me. I reread it on a few occasions and I always get a kick out of it.

Really the Blues by Mezz Mezzrow and Bernard Wolfe (1946)

I learned over the years – by meeting legitimate jazz musicians who knew Mezzrow and the people he wrote about in the book – that this memoir was filled with apocryphal stories. But it had a great impact on me because I was learning to be a jazz clarinet player, like Mezzrow, and learning to play the idiom of music that he and Bernard Wolfe wrote about. The story, while probably just a lot of junk, was compelling for me because it was about many musicians whose work I knew and admired and the ins and outs of jazz joints that I knew about and the legendary songs that were played in the legendary nightclubs. So I had a great time reading it when my own jazz passion was forming. But I know it’s not a very good or even a very honest book.

The World of SJ Perelman (2000)

The funniest human being in my lifetime, in any medium – whether it’s stand-up, television, theatre, prose, or movies – is SJ Perelman. The early stuff was a little wild, not nearly as subtle or as good. As he developed over the years, his stuff became relentlessly sensational.

There are many collections of Perelman that are filled with great things. This one, which I wrote the foreword to, has a number of spectacular pieces. Because the editors did it chronologically, my own opinion is that the first four essays are weaker. Once you hit the fifth casual, as the New Yorker called them, he hits his stride and the rest of them are absolute comic genius. As funny as you can get.

Those of us who grew up with Perelman found it impossible to avoid his influence. He had such a strong, inventive style.

Epitaph of a Small Winner by Machado de Assis (1880)

I just got this in the mail one day. Some stranger in Brazil sent it and wrote, “You’ll like this”. Because it’s a thin book, I read it. If it had been a thick book, I would have discarded it.

I was shocked by how charming and amusing it was. I couldn’t believe he lived as long ago as he did. You would’ve thought he wrote it yesterday. It’s so modern and so amusing. It’s a very, very original piece of work. It rang a bell in me, in the same way that The Catcher in the Rye did. It was about subject matter that I liked and it was treated with great wit, great originality and no sentimentality.

Elia Kazan: A Biography by Richard Schickel (2005)

It’s the best showbusiness book that I’ve read. It’s brilliantly written and it’s about a brilliant director who was very meaningful to me when I was growing up and becoming a film-maker. Schickel understands Kazan; he understands Tennessee Williams; he understands Marlon Brando; he understands A Streetcar Named Desire. He writes with great historical knowledge, insight and liveliness. Showbusiness books are usually not worth reading. They’re just silly and shallow. But this is a fabulous book. Whatever you think of Kazan politically, it has nothing to do with the fact that the guy was a great director.

Via Livros e Afins e The Guardian

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