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Um papo com Luiz Schwarcz fundador da editora Companhia das Letras

[Fim de Expediente é um dos meus programas favoritos de rádio, toda sexta, às 18 horas, na CBN, Dan Stulbach, José Godoy e Luiz Gustavo Medina [http://g1.globo.com/platb/fimdeexpediente/] e, caso você não possa comparecer às últimas sextas de cada mês para assití-los ao vivo, ou ouvi-los semanalmente no rádio, eles disponibilizam o podcast do programa. Abaixo segue os comentários do José Godoy sobre o programa com Luiz Schwartz.]

No “Fim de expediente” da última sexta, recebemos Luiz Schwarcz, fundador da editora Companhia das Letras, que acaba de completar 25 anos. Não há muita dúvida sobre o papel de protagonista que a empresa exerce em nosso cenário cultural, e o de Schwarcz como o editor mais importante do país nas últimas décadas. Com tantas credenciais, vale a pena refletir sobre algumas das opiniões do entrevistado, em meio à “bagunça” do programa, como ele se referiu. Um papo com Luiz Schwarcz II Por conta dos 25 anos da Cia das Letras, levei ao FDE a relação de obras de ficção mais vendidas no país, na última semana de novembro de 1986, segundo “Veja”, e a comparei com a mesma listagem na semana passada. Se em 1986, entre os dez mais vendidos, três obras eram de Milan Kundera, o segundo lugar de García Marquez, além de Alice Walker e Isabel Allende, a lista atual, como a coluna vem apontando, segue com poucos autores, que se dividem em criadores de séries como “Guerra dos tronos”; que exploram nichos, como vampiros; ou de obras de ficção comercial, como Rick Riordan. Um papo com Luiz Schwarcz III Perguntado se houve nesses 25 anos uma infantilização do nosso leitor, Schwarcz surpreendeu. Apesar de se esperar do editor de um dos catálogos de alta ficção mais invejados do país, uma afirmação de antigos valores, Luiz defendeu uma adaptação de sua empresa aos novos tempos, a esse novo leitor, que vem demandando obras de perfil diferente do que se habituou a associar ao perfil da Cia da Letras. Um papo com Luiz Schwarcz IV A posição do editor parece corroborar o discurso da grande maioria de empresários do mercado cultural. E talvez a afirmação de Schwarcz tenha apenas um papel simbólico maior, por se tratar do incensado mercado de livros. Dois movimentos concomitantes parecem acontecer e se acelerar no país nesses dias. O primeiro é o deslocamento para o papel de protagonista da classe emergente, a quem passa a ser destinada a maior parte dos conteúdos culturais (algo que pode ser observado desde a dublagem de uma fatia cada vez maior de canais a cabo até a preocupação em mostrar essa nova classe na principal telenovela do país). Uma nova forma de consumir cultura O segundo movimento é a exploração de obras mais sofisticadas por institutos culturais e projetos bancados por incentivos, sem fins lucrativos, além de alguns equipamentos do poder público. Organizações como o Instituto Moreira Salles parecem ser os protagonistas deste novo momento, com um espectro de empreendimentos que vai da revista de ensaios “Serrote” à série “Cadernos de Literatura Brasileira”; da rádio digital Batuta, voltada para a memória brasileira, a exposições, edições especiais e um dos maiores acervos iconográficos do país; além de iniciativas como o “dia D”, em homenagem a Carlos Drummond de Andrade. A vantagem é que muitas dessas opções são gratuitas. Você pode ouvir a íntegra da entrevista com Luiz Schwarcz no link abaixo. Acesse o link José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista “Legado”, da qual é colunista, e os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Desde 2006, apresenta o programa “Fim de Expediente”, junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1. Entre em contato pelo e-mail zegodoy@hotmail.com

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Estudo revela que Brasil usa métodos de alfabetização ineficiente

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Debate com João Batista Araújo e Oliveira, doutor em Educação pela Florida State University e presidente do Instituto Alfa e Beto; e Aloísio Araújo, professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE/FGV).

 

Fonte: CBN

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A crise europeia e o reflexo nos livros

Notas sobre a crise europeia

A crise econômica europeia faz lembrar épocas de privação e miséria no continente. Notadamente as décadas que se seguiram ao fim da Segunda Guerra. Momento de lenta reconstrução. E de observar a migração do eixo econômico mundial para os Estados Unidos. É interessante retomar esse período não a partir das memórias de seus protagonistas, mas daqueles que habitavam esses dias anonimamente. E que com aguda sensibilidade souberam registrar em seus relatos essas mudanças.

 

Notas sobre a crise europeia II

A revista “Piauí” traz em sua edição de julho último, trechos da correspondência do escritor Julio Cortázar com seu compatriota o poeta e artista plástico Eduardo Jonquières. Material que cobre um o período de mais de três décadas em que o ficcionista argentino residiu na Europa. A matéria, apresentada pelo crítico Davi Arrigucci Jr., autor do excelente “O escorpião encalacrado” (Cia das Letras, R$ 67,00), um dos principais estudos sobre o autor de “O jogo de amarelinha”, contextualiza o período. As missivas fazem o resto. (Você lê a matéria no link abaixo).
Acesse o link

 

Notas sobre a crise europeia III

Vivendo uma vida modesta em Paris, ao lado de sua primeira esposa, a correspondência de Cortázar expõe em suas entrelinhas tensões que marcam de modo cada vez mais dramático a situação do continente. É no mínimo didática, por exemplo, sua descrição de uma terceira classe de um navio francês que parte do Norte da África. Em que hábitos culturais e o uma brutal diferença social entre árabes, italianos e espanhóis, chocam-se com os modos “civilizados franceses”, da vida nas classes mais abastadas da embarcação.

 

Notas sobre a crise europeia IV

A passagem remete imediatamente à viagem de Osman Lins pela Europa nos anos 1960. Descrita no volume “Marinheiro de primeira viagem”, do autor pernambucano. Osman dá a ver facetas de Espanha e Itália que teriam lugar de destaque no neorealismo cinematográfico. Suas viagens de trens apinhados. Suas estadias em pensões paupérrimas. A precariedade dos alimentos. O impositivo religioso, a cantoria das procissões. São todos testemunhos da banda latina europeia, num momento de impressionante pobreza. Um fantasma que deve invadir os sonhos mais secretos dos habitantes desses países nesse tempo de incertezas.

 

A toca do lobo

Talvez pelo espetáculo midiático do recente casamento real. Talvez pelos filmes da última década. O certo é que a vida na corte britânica é um gênero consolidado da chamada ficção histórica. O seriado sobre os Tudors reacendeu a chama sobre o período de Henrique VIII, e a aclamação de “Wolf Hall” (Editora Record, R$ 59,90) como vencedor do Booker Prize (o mais importante prêmio literário britânico) fez o resto. A obra de Hillary Mantel dedica-se à ascensão de Thomas Cromwell como exímio articulador político, a partir da crise que iria opor a coroa inglesa e a Igreja Católica, a partir do desejo do imperador em anular seu casamento com Catarina de Aragão para se unir à Ana Bolena. Prato cheio para quer conhecer melhor a trajetória desse tremendo personagem histórico.

 

José Godoy

José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista “Legado”, da qual é colunista, e os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Desde 2006, apresenta o programa “Fim de Expediente”, junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1.

Entre em contato pelo e-mail zegodoy@hotmail.com

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Livrarias tornam-se empresas de tecnologia

Livrarias tornam-se empresas de tecnologia

A semana passada foi de tristeza nos Estados Unidos, com o anúncio do encerramento das atividades da Borders, segunda maior rede americana de livrarias. A empresa liquida seu estoque, além de itens de seu mobiliário, enquanto tenta negociar parte de suas lojas com outra cadeia. São mais 10 mil funcionários que devem perder seus postos. E uma certeza. Ao menos nos Estados Unidos, o livro digital causa mudanças profundas no segmento. Um novo capítulo na relação entre leitor, autor e obra.

 

Livrarias tornam-se empresas de tecnologia II

E as mudanças não param por aí. A Barnes & Nobles, maior cadeia norte-americana, cada vez mais se transforma numa empresa de software. Em seus relatórios o cenário é explícito: enquanto a venda de edições físicas cai, os livros eletrônicos apontam para uma comercialização crescente. A empresa controla quase um terço do mercado americanos de e-books. E estima mais que dobrar o volume comercializado em 2011. Na prática os números são traduzidos na demissão de experientes compradores de livros físicos (alma do antigo formato do negócio), e a contratação de executivos e técnicos com experiência no mercado tecnológico.

 

No Brasil

A tendência vai chegar por aqui? Ao menos a curto e médio prazo, não. O país comercializa hoje apenas 2500 títulos no formato digital, com vendagens bastante incipientes. Questões contratuais, culturais e tecnológicas estancam o desenvolvimento do mercado. Só como parâmetro, a Amazon informa que no mercado americano ao menos sete autores já bateram a marca de um milhão de exemplares vendidos no formato digital. Por outro lado, especialistas em varejo apontam para a necessidade de uma base de lojas físicas para ampliação do comércio digital. Ou seja, por mais que investiam em suas operações virtuais, ao que parece as livrarias precisaram manter ainda por um bom tempo uma razoável quantidade de lojas abertas para motivar seus clientes a comprar.

 

No Brasil II

Por aqui o momento aponta para dois movimentos entre as principais empresas do mercado. Um de consolidação – como observado na compra da rede Siciliano pela Saraiva. Outro de expansão, como é o caso da Livraria Cultura, que se espalha pelo país, e que deve chegar ao Rio ainda este ano. Ao mesmo tempo, uma nova fatia da população que ascende econômica e socialmente, deve encorpar o mercado cultural nos próximos anos, oferecendo oportunidades em cidades e bairros antes desconsiderados. Algo para ser observado.

 

O preço da obra

Não é só o mercado de artes plásticas que observa a explosão dos preços em seus leilões. O mercado de manuscritos literários acompanha a tendência. Na semana passada, na Sotheby´s de Londres, o manuscrito de “The Watsons”, romance inacabado de Jane Austen, foi arrematado por quase um milhão de libras. O dinheiro saiu de algumas instituições culturais inglesas, majoritariamente do National Heritage Memorial Fund. Garantindo a permanência dos originais na Inglaterra, e sua futura exposição ao público local ainda neste ano.

 

José Godoy

José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista “Legado”, da qual é colunista, e os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Desde 2006, apresenta o programa “Fim de Expediente”, junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1.

 

Via CBN Express.

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Ministério da Educação deveria zelar pela norma culta do português – CBN

Ministério da Educação deveria zelar pela norma culta do português – CBN.

Desde o tempo da graduação assisto ao embate de duas correntes de educadores, pesquisadores e demais estudiosos da Língua Portuguesa:

A escola deve dar prioridade à Norma Culta ou ao Popular.

Ainda durante a graduação, boa parte dos docentes e dicentes colocavam-se do lado do ensino da variante, em detrimento da Norma Culta, que seria utilizada pela maioria economico-dominante de maneira preconceituosa e etc. e tal.

Juro que pensei que fora dos muros da Universidade jamais escutaria isso.

Ainda o ano passado ouvi de uma professora de quarto ano do Ensino Fundamental, que corrigir todos os erros ortográficos de uma aluno causaria desestímulo na criança. Que com uma postura mais “flexível” ela acabaria aprendendo…(Como? Não sei).

A contra-argumentação é uma arte…que eu não domino. Uma vez que eu era a responsável pelo aprendizado do aluno em questão, então passei a corrigir eu, oras.

Depois de meses longe do ambiente universitário, chega aos meus ouvidos novamente  a pendenga…uso da norma padrão ou não?

Felizmente, desta vez, a comentarista do quadro Missão Aluno da CBN,Ilona Becskeházy, foi exata em sua colocação e expressou muito bem uma opinião de que partilho.

Por que os partidários do uso da norma não-padrão matriculam seus filhos em escolas que primam pelo uso da norma?

É uma questão a se pensar.

Há minutos atrás, eu ler o edital para um concurso público, e lá estava, entre outros milhões de requisitos para a classificação: Uso adequado da língua portuguesa em seu padrão culto. Assim, ipsis litteris.

Caríssimos colegas que apregoam a utilização da variante em sala de aula, por favor, expliquem-me, então qual é o motivo de não darmos às crianças e aos jovens estudantes a chance de um emprego, uma ascensão social?

Será que é a norma culta mesmo que é preconceituosa e excludente?

Ficam as perguntas no ar…

Obs. Toda esta polêmica se deu devido à nota do MEC sobre um livro. Mais informações, aqui.

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A história do livro no Brasil

A história do livro no Brasil

Um dos dogmas, na relação de Portugal com sua maior colônia, era a interdição à publicação de impressos no país. Com a fuga da família real para o Brasil, em 1808, o cenário é modificado. Poucos meses após a instalação de Dom João VI e sua família no Rio de Janeiro, é criada a Impressão Régia (primeira nomenclatura da Imprensa Nacional). Que traria para a então colônia a possibilidade de impressão de documentos oficiais, e obras das mais diversas áreas do conhecimento. Começa aí, de modo organizado, a história do livro no Brasil.

A história do livro no Brasil II

“Impresso no Brasil – dois séculos de livros brasileiros” (Ed. Unesp/Fundação Biblioteca Nacional, R$ 59,00) conta essa história. E muitas outras sobre livros, livrarias, editoras e leitores brasileiros. Organizado por Aníbal Bragança e Márcia Abreu, o livro colige uma série de artigos de pesquisadores de diversos centros de estudos brasileiros. Um panorama rico e esclarecedor da formatação do nosso mercado livreiro, e o modo como os impressos passam a circular no país.

A história do livro no Brasil III

Essa história de pouco mais de 200 anos e alguns precursores, de certo modo conta a história do país a partir do momento em que passa a se urbanizar até os nossos dias. Há momentos fascinantes como os negócios da editora francesa Garnier no país, ou os primórdios das edições de bolso, os chamados “livros para o povo”, do final do século XIX. Ou ainda as trajetória de importantes casas editoriais nacionais, como a Companhia Editora Nacional, a Civilização Brasileira, e, mais recentemente, a Companhia das Letras.

A história do livro no Brasil IV

Somadas, as leituras desses artigos oferecem ao leitor um mapa das demandas do país que se formula nesses últimos dois séculos. O crescimento demográfico, que impulsiona empreendimentos. A estruturação dos processos educacionais e a explosão da produção de livros didáticos no país. A história do empreendedorismo. A formulação cultural, e a consolidação de um sistema literário, com a estruturação de seus principais atores (autores – casas editoriais – público leitor).

O novo Tordesilhas

Essa história bicentenária vem ganhando novos participantes nos últimos anos. Buscando na memória é possível nomear uma série de editoras e selos que se estruturaram recentemente por aqui. Desde as portuguesas Leya e Babel, até a versão local dos tradicionais selos Alfaguara e Penguin. Na terça passada, na reformada Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, um novo selo foi lançado. Trata-se do Tordesilhas, união entre a editora Alaúde e a Gráfica Ipsis, coordenada pelo editor Joaci Furtado. O início parece promissor. Misturando em seu catálogo títulos de alta literatura, com destaque para “A pianista”, da Nobel Elfriede Jelinek. Uma coleção de romances policiais. E um catálogo infantil, abrigado no selo Tordesilhinhas. O Tordesilhas chega às livrarias embalado pelo belo projeto gráfico do design Kiko Farkas, além de apurada impressão.

 

José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista “Legado”, da qual é colunista, e os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Desde 2006, apresenta o programa “Fim de Expediente”, junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1.

Via CBN Express

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Biografias – Quem tem medo?

Lembro-me ainda da primeira biografia que li. Menos de seu conteúdo de que da sensação de curiosidade que aquilo me fazia ter.

Era estranho para mim, do auto dos meus 11 ou 12 anos, alguém estudar a vida de outro, compilar tanta informação e não parecer fofoca ou tietagem.

Nunca entendi bem a  tietagem.

Sou fã de muita gente. A maioria desta gente não está mais viva. Talvez por isso ache estranho alguém dedicar a vida à acompanhar a carreira de outrem. Enfim, são tantas esquisitices neste mundo. Se a maior fosse esta…

Mas então, a tal biografia era sobre John Lennon.

Muito tempo e muitos livros depois, ganhei como presente de formatura a biografia Clarice, de Benjamim Moser.

EU AMO A CLARICE!!!! Queria ser ela quando crescer.

E foi uma das coisas mais sensacionais que eu já lí e definitivamente me abriu para o mundo das biografias. Claro que para ser boa, o biógrafo precisa ter intimidade com o tema, por exeplo, li uma fotobiografia do Fernando Pessoa que era tão legal quanto ler  conta de água. Ainda que  o poeta seja um dos meus favoritos.

Então, imaginemvocê, qual não foi minha surpresa ao ler que em 31 de janeiro foi engavetada na Câmara dos Deputadosuma emenda constitucional que previa  “a divulgação da imagem e de informações biográficas sobre pessoas de notoriedade pública, personalidades da política e da cultura”.

A quem interessar possa, esta emenda é um projeto do Palocci (ao menos uma né?) que está tentando junto ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ver se acha um, deputado sensível à causa. Os antagonistas do projeto são a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e deputados como Paulo Maluf. (porque será que ele tem medo de biografias?)

O  problema das biografias tupiniquins é que o biografado se revolta ao invés de sentir-se lisonjeado com a obra. Lembram-se da indenização a um “personagem” secundário de “Meu nome não é Johnny”, do jornalista Guilherme Fiúza, a retirada de circulação da biografia do Rei Roberto Carlos, de Paulo César Araújo, igual o caso deRuy Castro e as herdeiras de  Garrincha ou ainda das ameaças de Kika Seixas, endereçadas a diversas editoras que eventualmente venham a publicar alguma biografia não-autorizada de Rauzito.

Fico me perguntando porque será que as pessoas tem vergonha de suas histórias. Digo isso porque, a partir do momento que você abre mão de seu anonimato e torna-se uma pessoa pública, ora pois, torna-se pública.

Claro que o biógrafo precisa ter sensibilidade e respeito ao abordar polêmicas e fatos com várias versões, mas não permitir ao público conhecer a vida de seus ídolos é no mínimo, esquisito.

Em 24 de janeiro deste ano o  “Notícia em foco”, da CBN, tratou do tema com os escritores Guilherme Fiúza e Fernando Morais. Para ouvi-lo clique no link abaixo.

Acesse o link <http://cbn.globoradio.globo.com/programas/noticia-em-foco/2011/01/24/BIOGRAFIAS-SAO-ALVOS-DE-ACOES-JUDICIAIS-E-SE-TORNAM-UM-SEGMENTO-LITERARIO-DE-ALTO-RISC.htm>

Recebi esta nóticia pelo CBN express livros. http://www.cbn.com.br/>

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