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O cheiro do livro

Livro novo, livro velho, adoro cheiro de livro. Minha explicação, é sentimental. Esta é química:

 

por que livros velhos cheiram bem Por que livros velhos cheiram bem livros divertidos

Você já deve ter reparado que livros velhos tem um cheiro característico, não poucas vezes, agradável.

Isso se deve à lignina ou lenhina.

A lignina ou lenhina é uma macromolécula tridimensional amorfa encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose na parede celular cuja função é de conferir rigidez, impermeabilidade e resistência a ataques microbiológicos e mecânicos aos tecidos vegetais.

Deu pra sacar que ela, embora já esteja presente nos vegetais, ajuda a proteger o papel de que os livros são feitos, certo?

Acontece que esse composto, a lenhina, é muito semelhante à vanilina, a substância que dá a, digamos assim, baunilhice da baunilha.

E todo o mundo sabe como a baunilha é cheirosa.

Ainda mais se você tem uma namorada que use aquele creme da Victoria’s Secret com essa fragrância…

Bem, voltando ao assunto…

Depois de algum tempo, tempo o suficiente para um livro ser considerado velho, a molécula da lenhina “se quebra” e libera o odor característico. Por isso, sebos e bibliotecas cheiram de modo tão agradável (desde que os responsáveis tirem o pó, evitem o mofo e limpem o lugar de vez em quando, claro).

Ainda assim, continuo a preferir garotas com cheiro de baunilha ou com outros olores mais agradáveis do que o cheiro dos livros, por melhor que alguns epistemofílicos insistam em dizer que eles exalem.

Por que os papéis amarelam

A legnina ou lenhina também é a explicação:

Um dos principais objetivos da fabricação de papel é reduzir o conteúdo de lignina na madeira a fim de produzir a massa de papel. Papéis com teor ainda alto de lignina (ela faz parte de 1/3 a 1/4 da massa da madeira), como o usado para papelão e jornal ficam amarelados facilmente devido a degradação desta com o ar. Assim, a lignina deve ser quase totalmente extraída antes do branqueamento do papel. Para isso, usam-se processos mecânicos e químicos, como por exemplo o processo Kraft.

Talvez por isso, os livros novos não tendam a cheirar tão bem quanto os livros antigos com o passar do tempo: eles tem menos lenhina.

(via)

 

 

 

 

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As revistas femininas

Li outro dia este post no site papodehomem, e juro, tirei o Segundo Sexo, de cima da mesa, por respeito à Simone de Beauvoir, meu Deus tanta luta para isto:

Qual é a função das revistas femininas?

Semana passada, a Revista NOVA causou polêmica com uma matéria que  ensinava mulheres a espionar seus homens.

 

O texto começa assim:

“Ok, fuçar na vida do seu querido não é uma conduta digna de elogios. Mas com um pouco de observação à paisana, você descobre mais sobre a vida secreta dele do que sonha a vã filosofia masculina. NOVA entrevistou sociólogos e detetives e montou um curso completo para espiãs da Investigação Amorosa. Ele é dividido em três níveis: iniciante, para descobrir informações de um homem que acabou de conhecer; intermediário, que indica se ele deve ser seu próximo namorado; e avançado, com manobras arriscadas usadas apenas para confirmar indícios de traição. Veja, já!”

Por enquanto, temos apenas o primeiro nível, “inspeção sutil”. Teoricamente, os outros devem vir em breve. Alguns exemplos:

No congelador

Procurar por sinais de que ele gosta de receber visitas, como copos gelados de cerveja. Bandejas de carne? Bom cozinheiro. Se vir refeições light, desconfie: pode ter outra. Repare na quantidade de gelo em cima da caixa para saber se está lá há muito tempo. …

Na caixa de remédios

Procurar por medicamentos que revelem disfunção sexual, depressão, ansiedade ou transtorno de atenção.

Se for pega: queixe-se de dor de cabeça.

Abaixo, algumas reflexões inspiradas por esse grande marco do jornalismo brasileiro contemporâneo.

Antes que me acusem de escrever um texto antimulher em um site masculino, cabe o alerta: tudo, literalmente tudo, que se vai dizer vale para ambos os sexos. Revistas masculinas podem até ser bem diferentes das femininas (detalhes abaixo), mas nenhum gênero ganha do outro em loucura, psicopatia, narcisismo.

Começamos com as revistas femininas e, antes do fim, abraçamos o mundo.

Qual é a função das revistas femininas?

Experimente ler as chamadas acima, na íntegra

Revistas femininas adotam um tom paternalista de autoridade. As capas são repletas de imperativos nos mais variados tons de urgência. Parecem ver a leitora como uma escrava que trocou de dono: passou de estar sob o domínio da mãe e do pai (e da Capricho), para o domínio do marido, ou homem de modo geral (e da NOVA).

Essas revistas, em sua insistência em arrumar maneiras para manter, segurar, conquistar, agradar seu homem, são cúmplices e continuadoras do poder masculino: imaginam uma leitora ideal que (será que existe?) obedece e agrada seu homem quando ele está por perto e, quando ele não está, lê NOVA para aprender dicas de como agradá-lo ainda mais. De qualquer modo, sua vida sempre gira em torno do prazer do seu homem, seja quando aprende 100 dicas pra perder aqueles últimos duzentos gramas, ou novas formas de malhar a panturrilha enquanto cozinha e faz a cama.

Na sátira abaixo, do site The Onion, cientistas da revista Cosmopolitan, versão norte-americana da NOVA, se orgulham de ter mapeado todas as maneiras possíveis e imaginárias de agradar seu homem — teoricamente, segundo essas revistas, não haveria nada mais importante na vida de uma mulher do que ficar se virando em maneiras de agradar os homens.
Link YouTube | ‘Cosmopolitan’ Completes Study On How To Please Your Man.

Não que sejam inteiramente perversas, cabe ressaltar: cumprem lá sua função social. Como me disse uma amiga:

“Foi na NOVA e na Capricho que aprendi que sexo não era necessariamente prova de amor e que, pasmem, eu também podia ter fetiches!”

Já escrevi aqui para o PapodeHomem sobre o Teste Bechdel, cujo objetivo é chamar atenção para o fato de grande parte da produção cultural contemporânea ser feita por homens, para homens, sobre homens. Para passar no teste, um filme precisa somente atender um requisito aparentemente simples:

“Existem duas ou mais personagens femininas que conversam entre si sobre um assunto que não seja homem?”

Folheando uma NOVA dá pra pensar: será que revistas assim estão formando mulheres ou simplesmente treinando gueixas sem cérebro nem discernimento para prazer dos homens do mundo?

Ou, em outras palavras, quantas matérias da NOVA passariam no Teste Bechdel?
Link YouTube | O teste Bechdel, bem explicadinho. Em inglês.

Como dizem por aí:

A Capricho é para a menina que sonha com sexo, a Gloss para a que arranjou e está tentando fazer direito, a NOVA para a que arranjou, não gostou e está procurando um jeito de ver se acha alguma graça nele, e a Cláudia para a que já desistiu.

Vale a pena ler o Manifesto da Revista TPM. Como todo manifesto, ele é infinitamente mais fácil de articular do que de praticar.

Parêntese sobre revistas masculinas

Falei de revistas femininas e não seria certo deixar de fazer o mesmo comentário sobre as masculinas.

As revistas masculinas tendem a ser menos nocivas aos homens do que as femininas às mulheres.

Elas se colocam em um patamar ligeiramente acima do leitor, mas não muito:

“Dirijo carros melhores, estou mais avançado na carreira, viajo mais, como mulheres mais bonitas, mas não sou o Eike Batista e você, um pobre proletário: sou seu irmão mais velho, basta me ouvir e não fazer nenhuma grande merda e você chega lá”.

Por isso, enquanto nas revistas femininas, o tom é de autoridade paternal-imperativa, nas masculinas é de autoridade fraterna-mentoral. Para o leitor, a revista funciona menos como uma figura paterna autoritária que dá ordens e mais como um Yoda que libera seu potencial de herói.

(Matar simbolicamente o pai faz parte da jornada psicológica interna de todo homem. Então, as revistas masculinas tomam cuidado de não assumir uma persona que será inevitavelmente morta e superada. Afinal, mesmo morto o pai, a necessidade de figuras mentorais continua.)

"Acho que tem um bicho nas minhas costas..."“Acho que tem um bicho nas minhas costas…”

Nos seus piores momentos, essas revistas perdem a mão e assumem um tom cagarregra pentelho, apesar de nunca se tornaram tirânicas como as femininas. Nos melhores, se tornam verdadeiros gurus para jovens em formação.

Naturalmente, tudo o que falei se aplica também ao PapodeHomem. Parte da nossa luta diária é contribuir para a formação de jovens homens sem lhes cagar regras e respeitando sua inteligência. Nem sempre conseguimos.

Mas tudo bem, o dia de amanhã está aí pra isso.

Narcisismo é não querer mudar

O PapodeHomem traduz e republica no Brasil alguns dos melhores artigos d’O Último Psiquiatra, um dos mais geniais blogueiros do mundo. Vou citar um trecho de seu artigo mais recente, que você deveria ler inteiro:

O objetivo dos mecanismos de defesa é impedi-lo de mudar. Para que depois do trauma da separação ou da perda, você ainda seja você. Mais triste/envergonhado/impotente/enfurecido/deprimido, tudo bem, contanto que você continue a ser aquele mesmo cara.

Isso é que faz o tratamento do narcisismo particularmente difícil: a característica número 1 da patologia é a preservação da identidade.

“Eu quero mudar”.

Não. Você quer ser mais feliz, claro, ter mais sucesso, sentir amor, beber menos, mas você quer continuar a ser você.

Só que não vai funcionar. A identidade que você escolheu é uma merda, pergunte a qualquer um. Mudança só é possível quando você diz:

“Quero parar de fazer os outros chorarem.”

O primeiro passo não é admitir que você tem um problema, mas identificar precisamente como você é um problema para os outros.

Quem procura, acha

Um dos melhores programas de TV a surgir no ano passado foi a série britânica Black Mirror, da BBC. Na época, escrevi para o PapodeHomem sobre o primeiro episódio, “The National Anthem”. Mas é o terceiro episódio, entretanto, “The Entire History Of You”, que tem a ver com o texto de hoje.

Em um futuro próximo, as pessoas dispõem de implantes oculares que lhes permitem gravar, estocar e rever tudo o que viram. Na primeira cena, quando um personagem volta de uma avaliação profissional na qual acha que não foi bem, seus amigos lhe pedem para passar as imagens no telão da sala, para que possam dar sua opinião.
Link YouTube | Blaack Mirror: The Entire History Of You.

Não é difícil antecipar o próximo passo, não? Se a leitora de NOVA chega ao ponto de inspecionar a geladeira e medir a crosta de gelo em cima da “refeição light”, imaginem o que ela faria se seu homem estivesse ali dormindo, ao seu lado, com todas as suas memórias implantadas e disponíveis para visualização?

Não vou entregar o final do episódio. Vale a pena assistir.

Não precisamos coçar nossas coceiras

Eu me pergunto: quem escreve, lê, edita, PRECISA de uma matéria como essa da NOVA?

Quem é essa pessoa insegura e paranoica que, ao invés de procurar ajuda, de tentar mudar, de segurar sua onda, de buscar segurança interna… corre atrás de uma matéria que não só valida sua paranoia mas ainda lhe ensina a dar vazão ao seu comportamento praticamente criminoso?

Quem é essa revista que, ao invés de entrevistar psicólogos que digam que esses tipos de instintos paranoicos não são normais nem saudáveis, que talvez indiquem coisas profundamente erradas tanto no relacionamento quanto na pessoa paranoica… corre atrás de “sociólogos” (sic!) e detetives para montar “um curso completo para espiãs da investigação amorosa”?

Sim, todo mundo já sentiu aquela vontade de futucar o celular da pessoa amada. Todo mundo já abriu o computador uma vez… e o facebook do outro ainda estava conectado. Hmm, o que custa abrir só as conversas dela com a melhor amiga dela e buscar “alex” e “tamanho do pau”? Hmmm.

Mas alguém não sabe que isso é errado?

Você, quando não segura sua onda, fica assim.Você, quando não segura sua onda, fica assim.

Instintos nocivos a gente sente o dia todo. Sentimos vontades terríveis e inconfessáveis diariamente. E, mesmo assim, todo santo dia, a esmagadora maioria de nós não mata e não estupra, não invade e não agride. Porque, apesar da vontade às vezes ser quase incontrolável, ela é sim controlável.

Porque todo dia nós decidimos que não vamos ser uma pessoa que mata e que estupra, que invade e que agride.

Não que isso seja lá um grande mérito. É nossa obrigação de seres humanos civilizados.

Mas é prova de que, sim, dá pra segurar nossa onda. Dá pra segurar a onda de xingar a empregada que quebrou o prato. Dá pra segurar a onda de atropelar a vizinha chata. Dá pra segurar a onda de vasculhar o armário de remédios do peguete.

Não precisamos coçar nossas coceiras.

Você é o que você faz

Eu não quero ser a pessoa que desconfia da namorada. Eu não quero fazer perguntas traiçoeiras cujas respostas eu já sei. Eu não quero ler um email que não foi escrito para mim.

Eu decidi que não quero ser essa pessoa. Eu não sou essa pessoa. Eu não sou essa pessoa porque eu não quero ser essa pessoa. Eu não sou essa pessoa porque 99,99% de tudo o que acontece no universo (provavelmente mais) está fora do meu controle, mas eu pelo menos ainda tenho controle sobre algumas coisas: eu é que decido se eu vou ser uma pessoa babaca e cri-cri e ciumenta e desonesta e desconfiada.

Poucos conselhos são mais canalhas do que o clássico “seja você mesmo”. A maioria dos problemas do mundo veio de gente que estava simplesmente sendo si próprio. Mais importante do que “ser você mesmo” é ser quem você quer ser. Todas as forças do universo nos impelem a nos conformarmos, a aceitarmos as regras do mundo, a cedermos, nos moldarmos. Ser a pessoa que você quer ser é uma das tarefas mais difíceis do mundo. É uma luta diária, surda, interna, contra seus próprios preconceitos, suas mesquinharias, seus egoísmos.

Quer ser menos invejoso, menos ciumento, menos egoísta? Então, seja.

Ser quem você quer ser é o mínimo que deve a si mesmo. Se você não é nem isso, então você não é nada.

(Dois de meus melhores textos são sobre isso: “alex, como faço para ser uma pessoa melhor?” & você é o que você faz)

O inferno são os outros

Ceder aos nossos piores instintos é uma descida ao abismo.

É engraçado que a NOVA chama suas dicas de “inspeção sutil” mas, sinceramente, quando você se torna finalmente a pessoa que mede a crosta de gelo do refrigerador do seu namorado, os passos seguintes vão se tornando ainda mais fáceis e irresistíveis. Afinal, se você ativamente já vigia o histórico do browser do seu namorado, poxa, o que tem de mais ler as mensagens do Facebook que ele esqueceu logado? Um pecado é ativo; o outro, passivo.

Mas a descida literalmente não tem fim, pois ela não é só prática e concreta, ela é também uma descida filosófica e abstrata.

Em um primeiro momento, essa pulsão parece ser possível de ser satisfeita. Só uma olhadinha no porta-luvas e, pronto!, estou tranquila.

Pena que não é verdade. Porque uma pessoa que precise olhar no porta-luvas para ficar tranquila é IMPOSSÍVEL de ser tranquilizada. Ela jamais estará tranquila. Nem com esse homem nem com nenhum outro.

Porque nunca dá pra saber o que está dentro de outra pessoa. Porque o inferno são os outros. Porque os outros são e sempre serão o maior e mais insondável mistério da experiência humana. Porque os outros são um buraco negro sem fim. O que é cruzar o Atlântico, ir a Marte ou explorar a Fossa das Marianas comparado à penetrar os sentimentos do namorado?

Explorar a Fossa das Marianas ou realmente conhecer outra pessoa? Escolha a primeira opção.Explorar a Fossa das Marianas ou realmente conhecer outra pessoa? Escolha a primeira opção.

Sim, ele diz que te ama, sim, ele te dá presentes, sim, ele passa boa parte do tempo livre ao seu lado…. mas será que ele gosta de VERDADE de você? Será que ele não pensa em outras mulheres enquanto te penetra? Será que ela não gostava mais do ex-namorado atleta pauzudo?

E, no meio do desespero surdo causado pelo eco dessas perguntas, você pensa:

Não sei, não sei, não sei, mas deixa só eu dar uma olhadinho no cesto de roupa suja… Se ele não tiver copos gelados no refrigerador, então, tudo vai ficar bem.

Mas não vai, né? Não tem como ficar bem. Nenhum outro pode passar num teste tão exigente. Quem procura, acha. Sempre.

As provas estão aí para ser interpretadas ao bel-prazer da acusação.

O paradoxo de Zeno

E nunca é o suficiente.

Como no paradoxo de Zeno, a flecha disparada nunca consegue chegar ao alvo, pois quando ela percorre metade do trajeto, ainda falta a outra metade; e quando ela percorre a metade do percurso que faltava, ainda continua faltando a outra metade; e assim sucessivamente, o alvo cada vez mais perto e cada vez mais inatingível, pois falta sempre a última metade, e mais a última e a última.
Link YouTube | O Paradoxo de Zeno, bem explicadinho, na versão do coelho e da tartaruga.

A leitora da NOVA é a flecha de Zeno. Depois de vasculhar a geladeira, falta a roupa suja. Depois do histórico do browser, falta quebrar o email. Depois de lidos os sms, falta o contexto. Mas, no fundo, a seta nunca chega ao alvo. Porque o que a pessoa desequilibrada quer é penetrar dentro dos sentimentos do outro e isso é impossível. Ela pode violá-lo, persegui-lo, matá-lo, dissecá-lo… mas nunca entrar realmente nele.

Mais fácil explorar a Fossa das Marianas.

A única vitória possível está em não lutar. A paz vem não da resposta à irrespondível pergunta:

“Será que ele gosta de mim”

Mas sim de se perguntar:

Por que preciso disso pra saber se ele gosta de mim? O que está faltando em MIM que nenhum OUTRO poderia fornecer?

E, mais importante:

Como buscar ajuda? Como mudar? Como deixar de ser uma pessoa que violenta a intimidade e agride a privacidade das pessoas mais próximas a mim?

Dedicatória & agradecimentos

Um escritor é tão bom quanto seus interlocutores. Esse texto não existiria se o Fernando não só se dispusesse a conversar comigo como ainda me permitisse incorporar muitos de seus próprios comentários ao texto como se fossem meus e, mais ainda, lesse o rascunho com cuidado, me forçando a cortar todos os trechos pelos quais eu teria sido fatalmente linchado. Na dúvida, considerem que as melhores sacadas são todas dele. O texto também não existiria sem um editor-chefe como o Guilherme que sabe melhor que eu os

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10 musas da literatura (Advinhe de quem é o primeiro lugar)

As 10 musas da literatura

Existe uma tese (representada pelo gráfico abaixo) que defende que quanto melhor uma mulher escreve, mais feia ela é. Nós discordamos. É lógico que existem alguns casos que corroboram com a teoria. Porém, selecionamos algumas boas provas contrárias.
Para falar sobre as musas da literatura não podemos apenas contrariar a teoria acima. O assunto é muito mais… interessante.  A beleza não poderia ser nosso único parâmetro, simplesmente porque para ser musa não basta ser bonita. Se fosse o caso, chamaríamos nossa lista de “as escritoras mais gatas” ou algum outro título semelhante.
Procurávamos por 10 escritoras que, além de serem surpreendentemente belas, tivessem alguma qualidade literária, umas em menor grau, outras em maior grau. Normal. Procurávamos, também, criar uma lista eclética (eita palavra odiosa), com escritoras de países e épocas diferentes.  Para nossa felicidade – e dificuldade na hora da seleção – encontramos bem mais do que dez nomes. Encontramos também ótimas histórias para contar sobre todas elas. Sem mais enrolação, vamos lá,
Eis nossas 10 musas da literatura:
#10 Colette
Sidonie-Gabrielle Claudine Colette Gauthiers-Villars de Jouvanel Goudeket
Saint-Sauveur Pulsaye, França, 1873
Obra selecionada: Gigi
Como você já deve ter percebido, Colette foi uma figura exótica. Sua literatura é considerada uma defesa à liberação moral, cheia de feminilidade e sexualidade, temas inspirados na sua segunda profissão: dançarina de cabaré. A escritora foi a segunda mulher a receber a Legião de Honra, foi eleita para a Real Academia Francesa e teve uma amizade duradoura com a Rainha Elizabeth. Sua popularidade era tamanha que, quando morreu, em 1954, recebeu as honras de um funeral de Estado. Isso é que é perfil. E ainda era considerada, digamos assim, um sex symbol no começo do século XX.
#9 Marisha Pessl
Marisha Pessl
Detroit, Estados Unidos, 1977
Obra selecionada: Tópicos Especiais em Fisica das Calamidades
Por enquanto, Marisha Pessl é escritora de um só livro: Tópicos especiais em física das calamidades. Lançado em 2006, fez um sucesso considerável lá fora, chegando à lista de best-sellers do New York Times. Pra ser sincero, as poucas páginas que li não conseguiram me convencer do talento literário da moça, mas uma coisa é inegável: quando o assunto é escritoras, sua beleza está bem acima da média.
#8 Sylvia Plath
Sylvia Plath
Boston, Estados Unidos, 1932
Obra selecionada: The Colossus and Other Poems
Bela, mas infeliz. Única poetisa da nossa lista, Sylvia Plath viveu uma vida tão trágica que rendeu uma teoria: o chamado Efeito Sylvia Plath. Criada pelo psicólogo James C. Kaufman, a teoria defende que escritores criativos são mais suscetíveis a doenças mentais. Não resta dúvida que sua conturbada vida pessoal serviu como material para sua escrita, principalmente em sua poesia confessional, influência importante para o movimento feminista que explodiu alguns anos após seu suicídio. Plath foi interpretada por Gwyneth Paltrow no filme Sylvia – Paixão além das palavras, de 2003.
#7 Anaïs Nin
Angela Anaïs Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell
Neuilly-sur-Seine, França, 1903
Obra selecionada: Delta de Vênus
Francesa, filha de pai cubano e mãe dinamarquesa, Anaïs Nin foi uma das mais famosas escritoras eróticas do seu tempo. Assim como o escritor Henry Miller, de quem foi amante, escrevia contos para um colecionador particular que lhe pagava 1 dólar a página. Casou-se com o banqueiro Hugh Guiler em 1923, mas nunca fez questão de esconder suas relações extraconjugais. Nin se dedicou por cerca de 60 anos aos seus diários pessoais, nos quais, além de documentar a infidelidade ao marido, também confessa a influência de Proust, Jean Cocteau, Paul Valéry e Rimbauld e revela a amizade com Gore Vidal e outros escritores.
#6 Mayra Dias Gomes
Mayra Dias Gomes
Rio de Janeiro, Brasil, 1987
Obra selecionada: Fugalaça
Mayra Dias Gomes começou muito cedo. Aliás, é a escritora mais jovem da nossa lista. Publicou seu primeiro livro aos 19, o segundo aos 22. A carreira precoce parece ter sido catalisada pela herança deixada pelo pai, sobre o desafio de criar uma carreira independente do sobrenome. Mayra é filha de Dias Gomes, um dos principais dramaturgos e novelistas brasileiros dos últimos anos, autor do teatro O pagador de promessas, da novela Roque Santeiro, entre outros. A escritora parece estar trilhando o próprio caminho, além dos dois livros, trabalhou como repórter da Folha de São Paulo, colaboradora da MTV e já exibiu suas belas curvas na Sexy, Playboy e VIP.
#5 Alice Denham
Alice Denham
Jacksonville, Estados Unidos, 1933
Obra selecionada: My darling from the lions
Alice Denham é, até hoje, a única coelhinha da Playboy norte-americana a ter publicado um conto na mesma edição da qual foi capa, em julho de 1956. Bem, esse não é lá um predicado muito glorioso para uma escritora, mas prova duas coisas: sim, ela escrevia; e sim, ela era gata. Miss Denham foi escritora de romances e histórias curtas (inéditos no Brasil), professora de inglês na Universidade de Nova York, modelo, e roteirista de cinema e televisão. Em seu último livro, Sleeping with bad boys, revelou os relacionamentos com o ator James Dean e os escritores Jack Kerouac, Philip Roth e Joseph Heller. Praticamente uma maria-máquina-de-escrever.
#4 Pola Oloixarac
Pola Oloixarac
Buenos Aires, Argentina, 1977
Obra selecionada: As teorias selvagens
Ela chegou à FLIP desse ano com o status de musa, assumindo o papel de musa: “Quem disse que intelectual tem de ser feio?” Jovem, nerd e bonita, Pola Oloixarac começou a conquistar atenção em 2008, com seu controverso primeiro livro, Las teorías salvages. Alguns críticos taxavam-no como um livro que deveria ter sido escrito por um homem, outros criticaram a escritora por zombar da esquerda. Ao fim, as críticas se tornaram exposição e depois de quase 10 traduções e o carimbo de best-seller, o livro catapultou a escritora para palco principal da literatura latina. A revista inglesa Granta listou Pola na sua edição especial dos melhores jovens escritores da língua espanhola.
#3 Zadie Smith
Zadie Smith
Londres, Inglaterra, 1975
Obra selecionada: Dentes brancos
Logo em seu primeiro livro, Zadie Smith arrebatou a crítica literária e o público inglês. Dentes Brancos foi um best-seller imediato, recebeu um punhado prêmios e foi escolhido pelo Time um dos 100 melhores livros da língua inglesa entre 1923 e 2005. Um cartão de visita fenomenal para uma escritora que tinha então apenas 24 anos. Além de romancista, a escritora se destacou também como uma prolífica ensaísta. Em 2003, a revista literária Granta inseriu Zadie Smith na lista dos 20 melhores jovens escritores ingleses. Diferentemente de Pola Oloixarac, Zadie não assume o papel de musa. Porém, com tantos atributos literários e, obviamente, sua beleza natural, não poderíamos deixá-la de fora da nossa lista.
#2 Jhumpa Lahiri
Nilanjana Sudeshna Lahiri
Londres, Inglaterra, 1967
Obra selecionada: Intérprete de males
Jhumpa Lahiri nasceu em Londres e vive desde os três anos nos Estados Unidos, mas sua beleza não esconde a ascendência indiana. Aliás, sua origem a levou a escrever – e, diga-se de passagem, com bastante sucesso – sobre a vida de imigrantes indianos nos EUA. Seu livro de estreia, Interpreter of Maladies, venceu o Pulitzer de Ficção (apenas a sétima ocasião na história em que um livro de contos foi premiado), o PEN/Hemingway e foi considerado o melhor debute do ano 2000 pela revista New Yorker. E você ainda duvida que mulheres bonitas podem escrever muito bem?
#1 Clarice Lispector
Haia Pinkhasovna Lispector
Chechelnyk, Ucrânia, ,1920
Obra selecionada: A paixão segundo G.H.
Clarice tem todos os predicados para ser considerada a maior musa da literatura brasileira. Linda, elegante e extremamente talentosa, é até hoje inspiração para as gerações de escritores e escritoras que a seguiram. Clarice Lispector nasceu na Ucrânia em 1920 e, dois anos depois, aportou com a família em Maceió. Sem dúvida, a escritora está entre os principais nomes da literatura brasileira do século XX, sendo considerada a maior representante do romance introspectivo. Fez parte geração de 45, ao lado de outros colossos do nosso modernismo, como João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa.
Clarice reúne o que há de melhor em todas as outras escritoras listadas: talento, beleza, prolificidade, precocidade e influência, por isso é a primeira colocada em nosso Top 10 especial musas da literatura.
Achei aqui e acrescentei mais uma:
Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir
Paris, 1908
Obra selecionada: O segundo Sexo
Achei injustiça deixá-la fora do ranking. Entre as outras musas talvez ela perca nos atributos físicos, mas uma senhorita que teve uma vida intelectual e sexual  (que nos diga Sartre…) tão intensa não poderia sofrer a injustiça de estar fora da lista.

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Um dia frio, um bom lugar para ler um livro…

libr Uma livraria em uma igreja de 800 anos bibliotecas

 

Uma livraria holandesa.

Veja mais fotos no blog The Cool Hunter, essa aqui eu vi no Livros e afins.

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Livro na cabeça


Campanha para venda de vale- livros, em Londres. O mote é: cada leitor tem um livro diferente na cabeça.

Via: Livros e Afins

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Arquivado em Amei!!!!!, Literatura

A história do e-mail

Confira!

 

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Nós somos honestos? O que encontramos ao “perdermos” 960 celulares ao redor do mundo Por Simon Hemelryk

http://www.selecoes.com.br/n%C3%B3s_somos_honestos_3134/

Depois do almoço, enquanto caminhava de volta para o trabalho por uma rua arborizada nos arredores da Av. Paulista, em São Paulo, Denis Martins passa por um celular abandonado. O telefone está tocando. O técnico de informática de 26 anos pára e atende. “É, você deixou o aparelho em cima de uma mureta”, diz à mulher no outro lado da linha. “Onde você está?” Agradecida, a dona lhe diz estar a três quadras dali. Pouco depois, Denis a encontra e lhe entrega o celular. Em outra parte do mundo, numa praça do agitado Soho, no centro de Londres, outro celular foi largado próximo a uma estátua do rei Carlos II. Ali perto, um homem de casaco preto, 20 e poucos anos, dá migalhas de pão aos pombos. Ele espera passar um grupo de turistas e pega o celular. Olhando para os lados, desaparece apressado na movimentada Oxford Street. Não liga para nenhum dos números armazenados no aparelho, e o dono nunca mais vê o celular. Na capital húngara, Budapeste, Ildikó Juhász, pensionista, de aparência jovem, encontra outro celular tocando, dessa vez num shopping. Pega o aparelho, fala com a mulher que o perdeu e espera num banco até que ela venha buscá-lo. “Eu devolvo tudo o que acho”, diz Ildikó. “Certa vez, encontrei uma carteira de identidade e passei uma semana procurando o dono.” Em cada um desses casos, quem “esqueceu” o telefone não era uma pessoa comum descuidada, mas um pesquisador do Reader’s Digest que realizava uma experiência. Em julho de 2006, fomos manchete no mundo inteiro ao avaliarmos a gentileza das pessoas (Afinal, o brasileiro é bonzinho?). Este ano, decidimos testar a honestidade mundial, enviando repórteres às cidades mais populosas de 32 países, para que “abandonassem” ao todo 960 celulares, de preço médio, em locais públicos movimentados. Nós ficávamos observando o celular a distância, ligávamos para ele e esperávamos para ver se alguém atenderia e o devolveria, se ligaria mais tarde para os números que havíamos gravado no aparelho, ou se ficaria com o telefone. Afinal, eram celulares tentadores, novinhos em folha, com cartões SIM que permitiriam às pessoas usá-los, caso decidissem ficar com eles. Depois, classificamos a honestidade de cada lugar pesquisado, de acordo com a quantidade de telefones devolvidos. Não foi um estudo científico, mas um retrato do comportamento de pessoas comuns quando inusitadamente confrontadas com uma possibilidade de escolha: tento devolver o telefone ou fico com ele para mim? O que descobrimos foi surpreendente. A Eslovênia pode ser um país jovem – ficou independente da Iugoslávia em 1991 e só em 2004 entrou para a União Européia –, mas as pessoas da capital, Liubliana, têm uma noção bem tradicional de cidadania. Digna de cartão-postal, essa cidadezinha localizada nos contrafortes dos Alpes era de longe a menor da pesquisa, com apenas 267 mil habitantes. Talvez por isso tenha terminado em primeiro lugar na disputa de honestidade. Da freira no ponto de ônibus ao jovem garçom na cafeteria – que também devolveu a jaqueta de couro que nosso repórter acidentalmente esqueceu –, as pessoas foram quase todas exemplares, com apenas um dos nossos 30 telefones não devolvido. Será que os cidadãos de uma cidade muito maior, com todo o estresse e a correria, conseguiriam ser honestos assim? As pessoas de Toronto (com 5,4 milhões de habitantes), no Canadá, chegaram perto, devolvendo 28 dos 30 telefones que perdemos lá. “Se podemos ajudar o próximo, por que não?”, perguntou o corretor de seguros Ryan Demchuk, 29 anos, que devolveu o celular encontrado próximo a uma agência bancária, numa estação de metrô. “A integridade nesta cidade é incrível. Eu perdi a carteira, e me devolveram. E já devolvi duas carteiras em uma semana.” Seul, na Coréia do Sul, ficou em terceiro lugar no nosso ranking, seguida de Estocolmo, na Suécia, onde, para as pessoas com quem conversamos, fazer o certo era parte da vida cotidiana. A inspetora de passagens de trem Lotta Mossige-Norheim encontrou o celular numa rua e o devolveu: “Estou sempre ligando para pessoas que deixaram aparelhos no trem”, disse. Algumas pessoas ficaram surpresas, quando, no ano passado, Nova York terminou entre os primeiros na nossa classificação global de boas maneiras, mas os nova-iorquinos provaram que não se tratava de um episódio isolado. Nova York ficou em quinto lugar este ano, empatando com Mumbai, na Índia, e Manila, nas Filipinas. Em cada uma, 24 dos 30 telefones foram devolvidos. Antes de pegar o celular e falar conosco, o técnico Derrick Wolf, 25 anos, cutucou com o pé o aparelho que havíamos deixado próximo a um chafariz no Central Park, em Nova York. “Achei que podia ser uma bomba”, explicou. “O medo pode impedir alguns nova-iorquinos de pegar um celular estranho, mas a maioria é bem honesta.” Em Mumbai, os habitantes foram tão ávidos em demonstrar integridade que, quando um homem pegou o telefone que deixamos num armazém e informou ao proprietário do estabelecimento, Manoj Patil, que ficaria com o aparelho, este mobilizou um grupo de amigos para buscar o sujeito numa loja de roupas ali perto, onde ele era vendedor, e levá-lo de volta ao armazém para enfrentar as conseqüências do seu ato. “Eu ia devolver o telefone”, disse o homem, tentando convencer nosso repórter, enquanto um grupo de pessoas encolerizadas o repreendia por seu comportamento. “Então por que o desligou?”, perguntou o repórter. O homem soltou uma risada constrangida e fugiu. Empatadas em último lugar ficaram a capital da Malásia, Kuala Lumpur, e Hong Kong, com apenas 13 de nossos 30 celulares devolvidos. No shopping Times Square, em Causeway Bay, Hong Kong, um segurança pegou o telefone, perguntou a um grupo de pessoas que fumavam se pertencia a algum deles e, em seguida, o enrolou num papel. Quando nosso repórter o abordou, o homem disse: “Que telefone? Não vi telefone algum. Se você perdeu alguma coisa, vá à central de Achados e Perdidos.” Enquanto falava, apertava o celular na mão. De fato, parece que nem sempre podemos confiar nos homens fardados, pois este foi apenas um dos seis seguranças de shoppings, em diferentes partes do mundo – de Buenos Aires a Sydney –, que nossos repórteres viram embolsando aparelhos. Mas o fato de todos os policiais que encontramos terem agido com honestidade (inclusive em São Paulo, onde não se confirmou a idéia de corrupção generalizada dos policiais brasileiros) nos tranqüiliza. Em Bucareste, Romênia – empatada em último lugar com Amsterdã no ranking europeu, com 16 telefones não devolvidos –, um homem de seus 30 anos, vestindo casaco azul, mostrou-se particularmente ávido em ficar com o celular que deixamos num carrinho de supermercado. Desligou o aparelho enquanto nosso repórter tentava ligar, correu para o carro, pisou fundo no acelerador e saiu do estacionamento cantando pneu. Na verdade, parece haver necessidade de uma força maior para incentivar a honestidade na capital romena. A Sra. Stanciu Vica, de 68 anos, foi uma das várias pessoas que mencionaram a religião ao explicar por que nos ajudaram. “Como eu poderia ficar com algo que não era meu?”, perguntou. “Deus me transformaria em pedra!” Riqueza não foi garantia de honestidade. Na próspera Nova Zelândia, uma mulher bem-vestida, de seus 50 anos, pegou o celular “perdido” numa prateleira da loja de departamentos Smith and Caughey’s, na sofisticada Auckland, desceu a rua às pressas e jamais tentou contatar nosso repórter. No entanto, uma jovem, que parecia quase miserável e trazia três filhos a reboque, devolveu o aparelho que encontrou no Parque Ibirapuera, em São Paulo. “Posso não ser rica”, ela disse, “mas meus filhos vão saber o valor da honestidade.” Em muitos países, as pessoas pensavam que os jovens se comportariam pior do que os mais velhos. Mas descobrimos que jovens são tão honestos quanto os idosos. No centro de alimentação da Plaza Universidad, na Cidade do México, um casal grisalho, por volta dos 70 anos, passou pelo celular, e em seguida o homem voltou para pegá-lo. O casal ignorou a ligação do repórter e fugiu o mais rápido possível por uma escada rolante. Mas no Harlem, em Nova York, um jovem pegou o telefone no chão e combinou de encontrar nosso repórter numa esquina aquela noite. Johnnie Sparrow, 16 anos, estava acompanhado de um grupo de meninos negros mais novos, que claramente o respeitavam. Quando o repórter lhes contou sobre o teste secreto que havíamos realizado com seu líder, Johnnie orgulhosamente lhes disse: “Eu fiz o certo.” As mulheres se mostraram ligeiramente mais propensas a devolver o celular do que os homens. “As mulheres costumam buscar oportunidades de melhorar as relações, e a boa ação é uma maneira de fazer isso”, observa Terrence Shulman, advogado e fundador do Centro Shulman para Tratamento de Roubo e Gastos Compulsivos (Shulman Centre for Compulsive Theft and Spending), em Franklin, Michigan. “Elas também são menos propensas a ter inclinação criminosa.” No mundo todo, a razão mais comum que as pessoas nos deram para devolver o telefone foi que elas também haviam perdido algum objeto de valor e não queriam que outros passassem pelo que tinham passado. “Já me roubaram o carro três vezes, e até levaram minha roupa limpa da lavanderia do prédio”, disse Kristiina Laakso, 51 anos, que nos ajudou em Helsinque. O agente imobiliário Lewis Lim devolveu nosso celular “esquecido” no distrito financeiro de Cingapura, em vez de deixá-lo sob risco de ser encontrado por alguém menos escrupuloso. “Quando perdi um celular, recebi uma mensagem da pessoa que o encontrou dizendo que eu teria de pagar 200 dólares para recebê-lo de volta. Agora nem ouso usar aparelhos caros.” Outros cidadãos conscienciosos sabiam da importância que o telefone pode ter, independentemente do preço, por causa das informações pessoais que ele contém. Yann, mensageiro que encontrou o celular perto do Banco HSBC, em Paris, explicou: “Certa vez, achei um celular lindo que era de uma autoridade da embaixada egípcia. Estava cheio de números de pessoas importantes, e claro que devolvi.” A influência dos pais teve peso para alguns. “Meus pais me ensinaram que, se algo não é meu, não devo pegá-lo”, disse Muhammad Faizal Bin Hassan, empregado de um complexo comercial de Cingapura, onde atendeu à nossa ligação. Ao verem o telefone, muitos adultos acompanhados de crianças ficavam ansiosos para mostrar aos mais jovens como se comportar. Em São Paulo, Claudir Roberto de Miranda, 39 anos, estava com os dois filhos quando atendeu à nossa chamada e confirmou ter encontrado o celular em cima de uma estátua, no Parque Ibirapuera. “Fico feliz que meus filhos estejam aqui para ver isso. Espero que lhes sirva de bom exemplo”, comentou. Nem todos, porém, estavam tão preocupados em causar uma boa impressão aos filhos. Em Amsterdã, um menino holandês de seus 10 anos implorou aos pais que o deixassem ficar com o celular encontrado na Kalverstraat. Eles pareceram hesitar, mas, depois que o menino deu um beijo no rosto da mãe e abriu um sorriso, os dois cederam. Mas como podemos avaliar o planeta Terra no nosso teste de honestidade? Em todos os lugares aonde fomos, os repórteres ouviram muito pessimismo sobre as chances de recuperarmos os telefones. “A desonestidade tomou conta da Alemanha”, reclamou Doreen, vendedora de Berlim. Muitos tailandeses que entrevistamos em Bangcoc achavam que teríamos sorte se revíssemos metade dos telefones. Os repórteres de Milão estavam certos de que os italianos seriam “embusteiros demais” para devolver os aparelhos. Os moradores da Cidade do México disseram que a má economia levaria as pessoas a agir com egoísmo. E, no entanto: dos 30 celulares, 21 foram devolvidos em Berlim e Bangcoc; e 20 em Milão e na Cidade do México. No total, 654 celulares – animadores 67% – foram devolvidos. “Apesar do que nos diz a mídia, o crime não é a regra”, afirma Paul Ekman, psicólogo da Universidade da Califórnia, autor de Emotions revealed (Emoções reveladas) e especialista em detecção de mentira. “As pessoas querem confiar e ser dignas de confiança.” Ferenc Kozma concordaria. Este húngaro de 52 anos, que antigamente trabalhava como mestre-de-obras, é sem-teto há seis anos, mas jamais lhe ocorreu ficar com o telefone que encontrou numa estação de trem, em Budapeste. Ele o entregou a um vendedor de jornais. “Podemos achar e perder objetos”, disse. “Mas nunca perdemos a honestidade.” O mal-agradecido Trabalhávamos em dupla. Eu “perdia” os celulares e a editora Liane Mufarrej fazia as ligações e “negociava” com os que tentavam nos devolver os aparelhos. Otimista e tarimbado pela pesquisa de honestidade de Seleções há dez anos, quando “perdemos” carteiras com dinheiro em dez cidades do país, achei que em uma manhã cumpriria a meta de perder dez celulares na região da Av. Paulista, em São Paulo. Mas a manhã chegava ao fim, e eu ainda carregava quatro celulares comigo. Sentei-me no banco de um ponto de ônibus movimentado e aguardei. Um ônibus parou. As pessoas ao meu lado se levantaram e eu, após olhar em volta furtivamente, deixei escapulir do bolso um dos celulares e saí. Quando já comemorava a “desova”, ouço uma mulher gritando: “Você esqueceu o celular!” Para a pesquisa, esse não valeu. Fui buscar o aparelho disfarçando a expressão de contrariedade. A mulher, que fazia a boa ação do dia, ficou surpresa com a minha reação fria. Ainda ouvi um resmungo de “mal-agradecido”, enquanto ela se afastava. Bem, eis meu pedido de desculpas. Sérgio Charlab

Posição no ranking

Cidade País Telefones recuperados (de 30)

1 Liubliana Eslovênia 29

2 Toronto Canadá 28

3 Seul Coréia do Sul 27

4 Estocolmo Suécia 26

5 Mumbai Índia 24

Manila Filipinas 24

Nova York EUA 24

8 Helsinque Finlândia 23

Budapeste Hungria 23

Varsóvia Polônia 23

Praga República Checa 23

Auckland Nova Zelândia 23

Zagreb Croácia 23

14 São Paulo Brasil 21

Paris França 21

Berlim Alemanha 21

Bangcoc Tailândia 21

18 Milão Itália 20

Cidade do México México 20

Zurique Suíça 20

21 Sydney Austrália19

Londres Reino Unido 19

23 Madri Espanha 18

24 Moscou Rússia 17

25 Cingapura Cingapura 16

Buenos Aires Argentina 16

Taipei Taiwan 16

28 Lisboa Portugal 15

29 Amsterdã Holanda 14

Bucareste Romênia 14

31 Hong Kong Hong Kong

13 Kuala Lumpur Malásia 13

 

Vi aqui

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Desafio Literário 2012

Ainda não sei se vou participar [ando tão arredia], de qualquer maneira, fica a dica:

 

Depois de um ano conturbado em que as resenhas dos livros lidos para o Desafio Literário ficaram fora da ordem de prioridades, confesso que quando vi o lançamento do Desafio Literário 2012 pensei em não participar, mas eu gosto de desafios, gosto de vencê-los e ainda por cima gostei muito dos temas propostos para este ano. Estou elaborando minha lista, como sempre vou priorizar os livros disponíveis na minha biblioteca, mas pasmem, tem categorias que não tenho nenhum, como “Viagens do Tempo”, “Escritor Africano” e “Prêmio Jabuti” e assim o DL mais uma vez me ajuda a ampliar meus horizontes literários, sugestões são bem-vindas ;)

A lista de temas é a seguinte:

Janeiro 2012

Literatura Gastronômica – mês dedicado ao sabor da leitura. Afinal, leitura sem gosto não tem a menor graça. Em razão disso, propomos um tema leve, divertido e saboroso; sejam em forma de crônicas, poesias, romances, diários, biografia, memórias e demais gêneros que versem sobre a temática da comida. ATENÇÃO: Livros contendo apenas receitas não valem.

Fevereiro 2012

Nome Próprio (de pessoas) – existem personagens cujo imenso carisma ganha logo destaque na capa de um livro. E a regra do mês é essa: só vale livros cujo título seja um nome próprio – e apenas ele -, exemplo: Quincas Borba, Benjamin, Emma. Vai ser divertido e muito fácil caçar títulos do tipo; seja na estante de casa, de uma livraria ou de uma biblioteca. ATENÇÃO: apenas nome próprio de pessoas!

Março 2012

Serial Killer – O tema é autoexplicativo, mas para não dar margem às dúvidas, vamos lá: Literatura policial em que há a combinação de (policiais/detetives), investigação e, claro, homicídios seriados.

Abril 2012

Escritor(a) oriental – que tal explorar a terra do Sol nascente e demais países do Extremo Oriente e do sul da Ásia? Entram em cena os escritores chineses, japoneses, indianos, coreanos, etc…

Maio 2012

Fatos Históricos – Esse mês será destinado à leitura de romances cuja trama apresente acontecimentos que marcaram a história nacional ou mundial. Frisando, apenas romances. Não valem livros de História Geral, nem biografias.

Junho 2012

Viagem no Tempo – romances que abordem a ida de viajantes do tempo para o passado ou futuro. Se eles voltam ou não, só a história dirá. Em tempo: Livros científicos ficam de fora.

Julho 2012

Prêmio Jabuti – Esse é o prêmio mais importante do cenário literário brasileiro. E conta com 29 categorias, mas para fins do Desafio literário valem apenas as categorias Livro do Ano e Romance, de qualquer uma das 53ª edições da referida premiação leitura. Para abrir mais o leque de opções: Além das obras ganhadoras, é permitida a leitura das obras indicadas ao prêmio. Clique no link abaixo e pesquise: http://www.cbl.org.br/jabuti/telas/edicoes-anteriores/

Agosto 2012

Terror – O tema impõe a regra: tem que ser história que mete medo. Pode ser suspense psicológico ou sobrenatural, isto é, valem tanto as histórias com personagens sobrenaturais (vampiro, zumbi, bruxas, lobisomem…) como as narrativas com personagens humanos.

Setembro 2012

Mitologia universal – Romances, poesias, contos que abordem mitos e lendas de culturas distintas (brasileira, Greco-romana, céltica, indiana, mexicana, nórdica, etc…). É um universo de opções!!! Mas até que Setembro chegue, há um bom tempo para a pesquisa e aquisição. É manda ver.

Outubro 2012

Graphic Novel – Vamos nos divertir mais! Para quem não sabe, Graphic Novel é um romance gráfico com enredos longos e complexos no formato de história em quadrinhos. ATENÇÃO: não valem gibis, aqueles de periodicidade mensal.

Novembro 2012

Escritor(a) africano – que tal ler um autor nascido na grande mãe África? Pegue o mapa e monte o seu roteiro literário pelo continente africano.

Dezembro 2012

Poesia – A correria típica do mês pede descanso, especialmente, para a alma. Vamos de lavar a alma com poesia! De qualquer forma e jeito, valem Haicais, acrósticos, épicos, cânticos, elegias…, em outras palavras, pesquise, pesquise, pesquise!)

Para quem quiser participar vale conferir os links ai embaixo e ficar atento que o prazo de inscrições é até 15/12/2011

Regulamento

Agenda e Temas

Sugestão de Leituras

Inscrição

Lista de livros dos blogs participantes

Via: Bibliophile

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Alameda Santos, de Ivana Arruda Leite

Eu adoro ler resenhas.

E toda vez que leio uma fico irresistivelmente seduzida pelo livro.

Este aqui provavelmente será minha próxima aquisição:

Alameda Santos, de Ivana Arruda Leite

Um crítico deve ser flexível. Não é a obra que deve se adaptar à visão do crítico e sim o contrário. Com o espírito aberto, a primeira coisa a fazer é observar qual a intenção do autor e o tipo de público que ele deseja atingir. Depois, é necessário analisar se o autor fez bem aquilo que se propôs a fazer. Nem todo mundo quer ser Shakespeare. O problema com a crítica que temos é que ela ainda não percebeu isso e, se percebeu, não tem competência e desprendimento para analisar uma obra pop por aquilo que ela deseja ser: POP. Simplesmente.

Alameda Santos, de Ivana Arruda Leite

Falei essas coisas a respeito da crítica porque terminei de ler Alameda Santos, da Ivana Arruda Leite. Gosto de Shakespeare e gostei do livro da Ivana. Cada um no seu quadrado. Shakespeare é Shakespeare. Ivana é outro papo, tenta desvendar a condição humana por meio do desbunde… do riso, mas não pensem que é um riso fácil… solto. Não Senhor. Nada disso. O nosso riso, lendo Alameda Santos, é o mesmo riso dolorido de quando lemos Dom Quixote, ou de quando ouvimos The Smiths e a melodia solta e leve de Johnny Marr nos faz acreditar que o som induz ao sorriso. Só que aí prestamos atenção às letras do Morrisey e nosso riso se torna enviesado, como se houvesse um espinho ao lado… inflamando… enchendo de pus nossa comédia.

Acho que fui feliz na comparação com os Smiths, porque a música, inclusive com trechos transcritos, atravessa toda a obra. Não tanto o Rock, mais a música popular brasileira. Música é música, não é? Se fosse pintura, poderíamos dizer que o som é como uma imensa diagonal cortando a tela. O próprio texto são as fitas que a protagonista grava todo final de ano, enquanto toma umas e outras e relembra as desventuras. Até a capa do livro parece a capa de um daqueles LP´s new wave dos anos 80. POP.

Contudo, não é só a música, nem só o desbunde que compõem o romance. Há muito mais coelhos nessa cartola. Ralph Waldo Emerson, gênio, afirma em um de seus Ensaios que não existe História, só Biografia. O livro da Ivana funciona como uma prova dos nove dessa afirmação. Vai vendo. Durante o desenrolar da narrativa, a protagonista (não nomeada) tenta de tudo para dar sentido à existência. Do marxismo à magia. Da vida na cidade à vida no sítio. Da renovação carismática católica a Nietzsche. Ocorre aqui, no microcosmo da ficção (ficção?) o mesmo que ocorre no macrocosmo da História. Na mesma época em que a narradora (a própria Ivana?) batia a cabeça nas arestas do mundo e de seus relacionamentos, procurando encontrar um rumo; o país saía da ditadura militar, lutava por diretas, enterrava Tancredo ao som de coração de estudante, encarava Sarney e a inflação, Fernando Collor e o assassinato de Daniela Perez. De certa maneira, é o que Milan Kundera sempre fez de forma magistral, mas sem o veio cômico.

Outro ponto interessante do livro é que, a seu modo meio tresloucado, ele também é um romance de formação, Um Retrato do Artista Quando Jovem, embora a Artista não seja tão jovem assim. Nada é mesmo convencional aqui. O fato é que vemos um coração sensível, perdido, artístico, se debatendo contra o mundo, essa máquina de moer gente. Não é no primeiro plano, mas ao fundo que vemos grassar o sonho da escrita. Esse sonho que, ao mesmo tempo em que conforta, também destrói um bocado de gente. “Os artistas estão mesmo fodidos nesse mundo”. É isso que a voz de Ivana, ela mesma, nos diz em suas fitas, ora sussurrando, ora vociferando, conforme o lirismo dos bêbados e dos clowns de Shakespeare. The girl with the thorn in his side.

O livro grita ainda outra verdade, um misto de Nelson Rodrigues: “Só os neuróticos verão a Deus” e Allen Ginsberg “santo, santo, santo, tudo é santo”. Os santos, digo, os personagens de Ivana Arruda Leite são todos neuróticos. Charles (o mais doido), Eduardo, Tereza, Caio, Guto, todos são desajustados. Todos queimam e queimam e queimam como o Dean Moriarty de Kerouac. Todos estão se debatendo com a vida e enfrentando a moral dos fracos (no sentido nietzscheano) que se tornou alicerce de tantos poderosos hipócritas. Todos se machucam. Ninguém sai ileso de um confronto assim. O mundo é foda. Viver é difícil. Essa é uma das idéias.

Poderia ficar falando aqui a tarde toda sobre o livro. Também sou meio verborrágico, feito a narradora, mas é preciso terminar. A vida ruge lá fora. Fico imaginando então, pra concluir, não a influência de Ivana em Alameda Santos, mas a influência de Alameda Santos em Ivana Arruda Leite. É um livro-catarse, esse, um acerto de contas com a vida e com o passado. Algo que paira sobre o céu da literatura brasileira hoje. Andréa del Fuego escreveu Os Malaquias, Michel Laub escreveu Diário da queda. Não sei a que conclusões Ivana chegou ao término do livro, não consigo sequer fantasiar. Como leitor, se pudesse dizer alguma coisa, diria só:

– Valeu à pena, Ivana, outros corações encontram agora espelho e consolo no seu coração. – E não é essa mesma uma das razões da Arte? Chegar até outros corações cansados como o nosso e dizer que eles não estão sozinhos… que, apesar de todos os Fortes do Mal, formamos uma corrente? Corrente e não pirâmide, que pirâmide dá muita confusão.


Resenha escrita por Daniel Lopes, autor com textos publicados nas revistas literárias Amálgama, Meio Tom, Germina e Escritoras Suicidas. Publicou em 2008 o romance É preciso ter um caos dentro de si para criar uma estrela que dança, em 2010 publicou o livro de contos Pianista boxeador. Foi vencedor do prêmio Valeu Professor 2010, categoria conto.

Via Lendo.org

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12 dicas que para adquirir ou melhorar seus hábitos de leitura

O ano está terminando e este fim de semana estive pensando em minhas leituras de 2011.

Li os livros mais diversos, e todos, por escolha própria, com o único critério da vontade.

Esse para mim é o melhor combustível.

Como este ano estive fora do meio acadêmico não tive nenhuma obrigação com nada, e escolhi de maneira muito aleatória os livros.

Pensando nisso, lembrei de um post do Livros e Afins que achei muito bacana, para quem quer adquirir ou melhorar hábitos de leitura. Com ênfase na dica sobre a saúde dos olhos, após este post procurei o oftalmologista, e agora de óculos leio em high definition e por muito mais tempo sem cansar. Ei-lo:

12 dicas que facilitam seu hábito de leitura

  • Em primeiro lugar, busque o prazer de ler: ainda que seja uma leitura densa, dolorosa e triste, há prazer em compartilhar esses sentimentos todos em comunhão artística com o autor e os outros leitores. Descubra como ter a leitura como objetivo e manter o seu prazer.
  • Tenha sempre um livro consigo: sempre surge a oportunidade de avançar na leitura de um livro, seja na fila do banco, no ônibus ou em algum outro momento inesperado. Atenção: não vá se tornar uma pessoa anti-social. Às vezes uma boa conversa pode ser melhor para passar o tempo. Para esse item, prefira livros pequenos, fáceis de carregar.
  • Cuide de seus olhos: a não ser que você já domine o braille, vai preferir manter seus olhos em ótimo funcionamento. Esteja atento e faça exames periodicamente. Se precisar usar óculos, use. Fique bem informado sobre seus olhos.
  • Tenha meios alternativos de leitura: a tecnologia fornece diversas alternativas para atualizar as leituras. Ler na tela do computador pode ser desconfortável, mas já existem formas de ler bons livros, um pouco de cada vez, recebendo pequenos trechos de cinco minutos por em seu email diariamente. Você sabia que até mesmo em seu celular você pode ler livros?
  • Aperfeiçoe a sua leitura: de que adianta ler se você mal lembra da história um mês depois? Para ler um livro velho como se fosse novo? Bem, a idéia não é má e reler um bom livro sempre é bom, mas se você quer reter mais de tudo aquilo que lê, escolha uma maneira de fazer isso.
  • Aprenda de uma vez por todas como funciona um agregador de feeds: vamos assumir que, se você está lendo este artigo, você lê blogs. Se lê blogs e ainda não sabe usar um agregador de feeds está muito atrasado e está perdendo tempo ao ter sempre que acessar os seus sites preferidos para saber se eles já foram atualizados ou não. Possivelmente, está perdendo até mesmo textos interessantes. E, muito provavelmente, de blogs que falam de livros, literatura ou que fazem literatura propriamente dita. Aprenda de uma vez a utilizar um agregador de feeds.
  • Prefira livrarias com bom atendentes: nem sempre os vendedores de livrarias são as melhores pessoas para indicar livros, mas sempre há aquele profissional que se destaca. É aquele que conhece seus gostos e sabe indicar de forma certeira um livro de que você vai gostar. Ou ao menos lhe avisar quando aquela edição que você tanto espera chegou na loja. Em geral, essas pessoas estão nos sebos. Mas há também livrarias com profissionais assim como, em Curitiba, a do Chain e a, infelizmente fechada, do Eleotério.