Arquivo do mês: agosto 2011

De onde vêm as boas ideias

 

Vídeo inspirador extraído daqui

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Muitas formas de pensar e apenas uma de não pensar

Respeite a opinião alheia, e, principalmente, respeite sua individualidade.

 

 

Via Livros e Afins.

 

 

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Desafio Clarice Lispector Tumblr

Acabei ontem de ler uma coletânea de contos da Clarice Lispector de nome O Primeiro Beijo. É super curtinha e recomendo a quem não conhece Clarice ou não está com muito tempo para lê-la.

Os contos são retirados de vários livros da autora e perpassam praticamente todas as suas fases.

Como de prache, sublinhei as minhas passagens favoritas (para o horror absoluto dos que não riscam seus livros) e me fiz o seguinte desafio. Hoje passarei o dia noTUMBLR (Ai que difícil) postando imagens que ilustrem as passagens sublinhadas (com as mesmas como legenda, óbvio).

Para quem quiser conferir está aqui ó: http://ensimesmando.tumblr.com/.

 

Abraços,

Claudiana.

 

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Incidente em Antares ou em São Paulo

Pela segunda vez em 2011, os 1.366 funcionários do Serviço Funerário de São Paulo entraram em greve, levando a prefeitura a deslocar a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para o transporte de corpos. A greve começou nesta terça-feira e já provocou cancelamentos de enterros. As informações são do Estado de S. Paulo.

Durante todo o dia, o transporte de corpos demorou horas. Nos cemitérios, faxineiros e servidores da área administrativa acabaram ajudando nos sepultamentos. Os funcionários do Serviço Funerário cobram um reajuste de 39,79% referente ao período entre 2004 e 2010, além de plano de carreira e melhores condições de trabalho. A prefeitura, por meio de nota, informou que “considera inadmissível e repudia a paralisação que é considerada ilegal pela Justiça, por tratar-se de serviço essencial à população”. (Reportagem extraída daqui)

Se você nunca precisou de um serviço como este, agradeça, se sim, imagine o que era péssimo ficando pior…

Só falta agora acontecer como no livro  Incidente em Antares, no qual os mortos, cansados de esperar seu merecido sepultamento devido a uma greve, levantam-se de seus caixões e vão putrefar no coreto da praça central.

Poderíamos refilmar Thriller em frente á prefeitura…

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A diferença que os óculos fazem.

O tempo vai passando, e como é sabido, as coisas vão gastando. Semana passada fui ao Oftalmologista, e , conforme eu já esperava, vou integrar o time das “com óculos”.

Enquanto espero o modelo perfeito (leia-se : que não esconda meu inseparável delineador), olha que grancinha o Alessandro Martins postou lá no Livros e Afins:

3346 Leitor, veja como os óculos afetam a sua imagem livros e afins

Trata-se de uma campanha da empresa Oogmerk, especializada em óculos, obviamente.

Livros e afins

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O que você vê e o que um menino vê e o Poeta Aprendiz, de Vinicius de Moraes


Uma ilustração mostrando o que nós, adultos, vemos e o que um menino vê (fonte). Se você não domina os rudimentos do idioma de Chuck Norris, explico: do lado esquerdo está o que um adulto vê e, do lado direito, o que um menino vê.

168561d1302578969 funny strange random pics 7075 O que você vê e o que um menino vê e o Poeta Aprendiz, de Vinicius de Moraes livros divertidos

Por alguma razão, isso lembrou-me da canção Poeta Aprendiz, de Vinicius de Moraes:

Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante.
Anos tinha dez
E asinhas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc.
O olhar verde-gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina.
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
E caía exato
Como cai um gato.
No diabolô
Que bom jogador
Bilboquê então
Era plim e plão.
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho.
No fundo do mar
Sabia encontrar
Estrelas, ouriços
E até deixa-dissos.
Às vezes nadava
Um mundo de água
E não era menino
Por nada mofino
Sendo que uma vez
Embolou com três.
Sua coleção
De achados do chão
Abundava em conchas
Botões, coisas tronchas
Seixos, caramujos
Marulhantes, cujos
Colocava ao ouvido
Com ar entendido
Rolhas, espoletas
E malacachetas
Cacos coloridos
E bolas de vidro
E dez pelo menos
Camisas-de-vênus.
Em gude de bilha
Era maravilha
E em bola de meia
Jogando de meia –
Direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar.
Amava era amar.
Amava sua ama
Nos jogos de cama
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Levadas e opimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder.
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita.
Por isso sofria.
Da melancolia
De sonhar o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser.

 O que você vê e o que um menino vê e o Poeta Aprendiz, de Vinicius de Moraes livros divertidos

 Via Livros e afins

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112.º Aniversário de Jorge Luis Borges

112º Aniversário de Jorge Luis Borges

O homem na Biblioteca universal é a homenagem do Google ao aniversário do grande escritor.

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A crise europeia e o reflexo nos livros

Notas sobre a crise europeia

A crise econômica europeia faz lembrar épocas de privação e miséria no continente. Notadamente as décadas que se seguiram ao fim da Segunda Guerra. Momento de lenta reconstrução. E de observar a migração do eixo econômico mundial para os Estados Unidos. É interessante retomar esse período não a partir das memórias de seus protagonistas, mas daqueles que habitavam esses dias anonimamente. E que com aguda sensibilidade souberam registrar em seus relatos essas mudanças.

 

Notas sobre a crise europeia II

A revista “Piauí” traz em sua edição de julho último, trechos da correspondência do escritor Julio Cortázar com seu compatriota o poeta e artista plástico Eduardo Jonquières. Material que cobre um o período de mais de três décadas em que o ficcionista argentino residiu na Europa. A matéria, apresentada pelo crítico Davi Arrigucci Jr., autor do excelente “O escorpião encalacrado” (Cia das Letras, R$ 67,00), um dos principais estudos sobre o autor de “O jogo de amarelinha”, contextualiza o período. As missivas fazem o resto. (Você lê a matéria no link abaixo).
Acesse o link

 

Notas sobre a crise europeia III

Vivendo uma vida modesta em Paris, ao lado de sua primeira esposa, a correspondência de Cortázar expõe em suas entrelinhas tensões que marcam de modo cada vez mais dramático a situação do continente. É no mínimo didática, por exemplo, sua descrição de uma terceira classe de um navio francês que parte do Norte da África. Em que hábitos culturais e o uma brutal diferença social entre árabes, italianos e espanhóis, chocam-se com os modos “civilizados franceses”, da vida nas classes mais abastadas da embarcação.

 

Notas sobre a crise europeia IV

A passagem remete imediatamente à viagem de Osman Lins pela Europa nos anos 1960. Descrita no volume “Marinheiro de primeira viagem”, do autor pernambucano. Osman dá a ver facetas de Espanha e Itália que teriam lugar de destaque no neorealismo cinematográfico. Suas viagens de trens apinhados. Suas estadias em pensões paupérrimas. A precariedade dos alimentos. O impositivo religioso, a cantoria das procissões. São todos testemunhos da banda latina europeia, num momento de impressionante pobreza. Um fantasma que deve invadir os sonhos mais secretos dos habitantes desses países nesse tempo de incertezas.

 

A toca do lobo

Talvez pelo espetáculo midiático do recente casamento real. Talvez pelos filmes da última década. O certo é que a vida na corte britânica é um gênero consolidado da chamada ficção histórica. O seriado sobre os Tudors reacendeu a chama sobre o período de Henrique VIII, e a aclamação de “Wolf Hall” (Editora Record, R$ 59,90) como vencedor do Booker Prize (o mais importante prêmio literário britânico) fez o resto. A obra de Hillary Mantel dedica-se à ascensão de Thomas Cromwell como exímio articulador político, a partir da crise que iria opor a coroa inglesa e a Igreja Católica, a partir do desejo do imperador em anular seu casamento com Catarina de Aragão para se unir à Ana Bolena. Prato cheio para quer conhecer melhor a trajetória desse tremendo personagem histórico.

 

José Godoy

José Godoy é escritor e editor. Mestre em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), colabora com diversos veículos, como a revista “Legado”, da qual é colunista, e os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Desde 2006, apresenta o programa “Fim de Expediente”, junto com Dan Stulbach e Luiz Gustavo Medina. O blog do programa está no portal G1.

Entre em contato pelo e-mail zegodoy@hotmail.com

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9 empurrões para avançarmos na vida

Via PapodeHomem

Tenho usado muito o verbo “avançar” para tudo aquilo que diz respeito a não patinar, não perder tempo, fazer o que tem ser feito, crescer, viver melhor, agir com mais potência, movimentar mais. Algo parecido com o verbo em inglês que Guilherme às vezes coloca na tela final das apresentações: “Move!”.

 

Pensei então em usar frases curtas para apontar alguns caminhos de avanço. Nove empurrões, na verdade.

1. Ande em um caminho que não é seu.

2. Manifeste habilidades que não lhe pertencem.

3. Tenha uma meta que só as próximas gerações conseguirão atingir.

4. Ajude quem você acredita não conseguir ajudar.

5. Vá a lugares e faça coisas que te assustam.

6. Siga os conselhos que daria e apenas ofereça seu exemplo.

7. Cultive um corpo relaxado e uma mente sem tantas aflições – é com eles que você vai viver toda e qualquer experiência até a morte.

8. Coma bem, durma bem, ande devagar e olhe a paisagem.

9. Abra espaços nos quais outros possam igualmente avançar.

Podemos conversar sobre cada ponto desse nos comentários. Quero também ouvir seus empurrões.

Antes deixo um vídeo da Levi’s, inspirado pelo poema “O coração que ri”, do Bukowski.

Oferecimento: Levi’s

Link YouTube | Gostaram da nova campanha “Go Forth”?

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Táxi vira biblioteca móvel

Essa é daquelas ideias simples para melhorar a qualidade de vida da cidade –e não custa absolutamente nada. Faz parte do que chamo o milagre das pequenas coisas. Chama-se bibliotáxi, lançada nesta semana pelo motorista Antônio Miranda na cidade de São Paulo (o detalhamento está no catracalivre.com.br).

Ele transformou seu táxi numa pequena biblioteca, a partir de livros doados por seus passageiros. Os livros ficam à disposição não apenas para ser lidos durante a corrida. Podem ser levados para casa e, depois, entregues para outra pessoa ou devolvidos para o táxi. A comunidade ajuda a manter o estoque e estimula novas doações. A ideia agora é envolver novos motoristas.

Isso significa que, se essa ideia der certo, podem-se criar, sem nenhum custo, centenas de bibliotecas móveis por uma cidade. Imagine se, no Brasil, ideias desse tipo pudessem pegar não apenas num táxi, mas nos ônibus.

No milagre das pequenas coisas, às vezes surgem grandes soluções. É a habilidade de pensar grande fazendo pequenos gestos.

Gilberto DimensteinGilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.Via Folha.com

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