Heirich Heine e a insconstância nossa de cada dia…

O poeta alemão Heirich Heine (1797-1856) destoa um pouco daquilo que se convencionou chamar de “estilo alemão”. Ainda que haja profundidade em suas poesias, não esmerilha os temas analiticamente como seus conterrâneos , pelo contrário, há uma doce ironia na sua obra que influenciou muito de nossos maiores poetas.

De acordo com a crônica de Marcelo Coelho publicada no último dia 27, na Folha de São Paulo, Heine teria influenciado diretamente poetas como Manuel Bandeira, Castro Alves e [na minha opinião o mais irônico de nossos poetas] Carlos Drummond de Andrade.

A simplicidade com que expunha seus sentimentos, sua parcialidade diate das cenas trágicas de amor e afins, soa quase como que humorística, não fosse sua doçura na escrita.

Mas ontem , ao ler este seguinte trecho:

“Estrelas, lua, sol e flor,

Dois olhos e canções de amor,

Por mais que nos comovam lá no fundo

Não mudam uma vírgula no mundo…”

é que pensei na estreita ligação entre as coisas que damos importância demasiada e na verdade nem são tudo isso.

É a constante inconstância da vida, como já dizia Pessoa : “Hoje não faço planos, duro…somam-se me dias, serei velho quando for, mais nada.”

 

 

 

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