Arquivo do mês: março 2011

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via http://recoveringlazyholic.com/

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Um mundo feito de livros

 

Vejam que trabalho criativo e lindíssimo. Era lá que eu queria morar.

 

Veio daqui.

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“Um talento que lembrava Shakespeare”

Em entrevista , Harold Bloom compara Saramago, na ocasião de sua morte, com grandes escritores e conta passagens de uma amizade de longa data.

Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo

Em 2003, o crítico literário norte-americano Harold Bloom reforçou a fama de provocador ao afirmar que Saramago era, em sua opinião, o mais talentoso escritor vivo daquele momento. O único a ombreá-lo seria o também americano Philip Roth. Era o início de uma amizade intensa, marcada tanto por afagos desse quilate como por troca de farpas, especialmente quando suas opiniões discordavam em relação à política internacional.

“Ele era um homem inigualável”, comentou Bloom ao Estado, de sua casa, em Nova York, em entrevista realizada ontem, por telefone. “A literatura vai sentir muito sua falta.” Para o crítico, o escritor português aproximava-se de Shakespeare por conta de sua versatilidade, trafegando com inteligência do drama à comédia. E, a partir da união de Saramago com a espanhola Pilar, Bloom – que organizou um livro sobre o ficcionista – identificou traços mais visíveis da paixão na prosa do ganhador do Nobel. “Houve maior exaltação do amor heterossexual”, disse ele, na entrevista a seguir.

Qual é o principal legado de José Saramago, em sua opinião?

Eu o conheci há dez anos, quando estivemos juntos na Universidade de Coimbra e iniciamos uma troca de correspondência. Naquela época, eu já escrevera alguns ensaios entusiasmados sobre sua obra e o considerava um homem notável. Claro que houve o controverso período da ditadura de Antonio Salazar, quando ele foi acusado de se manter distante dos horrores daquele momento político. Na verdade, isso não me interessa – prefiro vê-lo como o escritor que deixou ao menos oito romances de grande qualidade. Trata-se de um feito raro. Em meu país, creio que Philip Roth tem, por enquanto, duas obras incomparáveis, assim como outros nomes talentosos: Thomas Pynchon também tem dois livros memoráveis, enquanto Don DeLillo e Cormac McCarthy despontam com apenas um cada. Volto a dizer, isso é notável. Saramago também era autor de textos bem-humorados, ao contrário do que atacavam seus críticos.

Qual seu livro preferido entre os escritos por Saramago?

Talvez O Ano da Morte de Ricardo Reis, que traz uma prosa saborosa, divertida até. Eu o reli há alguns anos e notei um frescor preservado. Para mim, Saramago tanto escrevia comédias deliciosas como romances tenebrosos e melancólicos. Mas ainda estou convencido de que seu melhor romance continua sendo O Evangelho Segundo Jesus Cristo: corajoso, polêmico contra o cristianismo em particular mas contra as religiões em geral. Há poucos livros que conseguem tratar Cristo e o catolicismo sem se sujeitar a um respeito obrigatório. Aqui, Saramago conseguiu, assim como D. H. Lawrence e, em menor grau, Norman Mailer. Creio que, entre os premiados com o Nobel de literatura nos últimos anos, ele foi quem realmente mereceu.

O curioso é que, apesar de sua veemente posição política (ele se descrevia como um “comunista hormonal”), Saramago não foi um autor de uma obra abertamente política, não?

Sim, de fato, ele preferia a alegoria, entendida muita vezes como uma espécie de cegueira. Ele era político como cidadão e, em muitos casos, um polêmico político. Lembro-me de quando ele certa vez estava na Polônia (em 2002) e criticou a ocupação israelense dos territórios palestinos, comparando-a com o campo de extermínio nazista de Auschwitz. Claro que isso gerou uma polêmica muito grande, creio que ele foi até impedido de entrar em Israel. Escrevi sobre esse assunto desagradável na época e, meses depois, quando nos reencontramos, tivemos conversas não muito amistosas sobre o assunto. Infelizmente, quando falava de política, Saramago assumia, às vezes, o estereótipo stalinista de sempre.

Comenta-se que a mudança do escritor para a ilha de Lanzarote foi determinante em sua prosa. O senhor concorda?

Acredito que sim, pois ele se tornou um homem iluminado ao se mudar para as Canárias. Saramago foi infeliz em seu primeiro casamento, assunto do qual pouco conversamos. Mas reencontrou a felicidade com Pilar, uma mulher mais jovem, bonita, interessada em seu trabalho. Isso influenciou seu trabalho. Como em A História do Cerco de Lisboa em outros romances, houve maior exaltação do amor heterossexual. Lembro-me de poucos livros do século 20 e mesmo do início do século 21 que trataram a paixão de forma tão charmosa. Outro romance que me surpreendeu foi As Intermitências da Morte, cujos personagens têm sua rotina modificada tanto pela Morte, que entra em greve, como por um violoncelista que gosta da Suíte Nº 6 para Violoncelo de Bach. Trata-se de uma memorável forma de se utilizar a imaginação.

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Grande Porte

Uma história de grande porte

“Era uma vez um elefante branco. Esse elefante era meu, mas ele não era como um animal de estimação qualquer, desses que você deseja muito e um dia o ganha. O meu elefante apareceu de repente. E de repente se tornou um problema grande demais para alguém pequeno como eu.”

Assim começa a sensível história de Roberta Fraga. Um livro para crianças e adultos que convivem ou já conviveram com a depressão na infância. A metáfora é ótima, principalmente aos olhos infantis. A depressão é um elefante branco, que chega sem pedir permissão e seu peso nos paralisa.

Roberta conseguiu transformar em leveza o peso de uma criança. E, a partir desta bela história, dizer a todos que podemos nos libertar dos elefantes brancos imaginários, que nos pesam a vida sem que ninguém os veja, sem que ninguém perceba.

Outra bela metáfora que a autora nos dá de presente são as lágrimas do menino, que viram amendoim e servem de alimento para o elefante.

Já postei aqui sobre a responsabilidade do autor de livros infantis. A literatura infantil transforma os pequenos seres humanos, que crescem com suas histórias favoritas. Por isso a alegria de ver uma história infantil com tema tão difícil ficar leve nas mãos da autora. E a parceria com a artista plástica Claudia Cappelli ajudou em muito no conjunto da obra.

A mensagem é passada com beleza. Podemos escolher nossos animais de estimação e saber que é possível dizer adeus ao elefante branco imaginário.

ISBN: 9788562683039
Preço: 15,00

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A Arte de Amar, de Erich Fromm

(trecho)

…”A mesma sensibilidade  para  com  os  próprios processos mentais é muito mais difícil, porque muitos nunca conheceram uma pessoa que funcionasse otimamente. Tomam como a norma o funcionamento psíquico de seus pais e parentes, ou do grupo social em que nasceram, e, enquanto não diferem deles, sentem-se normais e sem interesse em observar qualquer coisa. Muitas pessoas há, por exemplo, que nunca viram uma pessoa amorosa, ou uma pessoa de integridade, coragem ou concentração. É de todo evidente que, a fim de ser sensível a si mesmo, tem-se de possuir uma imagem de funcionamento humano completo, saudável — e como se adquire tal experiência, quando não foi ela tida na própria infância, ou mais tarde na vida? Por certo, não há resposta simples para esta pergunta; mas ela indica um dos mais críticos fatores de nosso sistema educacional.

Enquanto ensinamos conhecimentos, estamos perdendo aquele ensinamento que é o mais importante para o desenvolvimento humano: o ensinamento que só pode ser dado pela simples presença de uma pessoa amadurecida e amorosa. Em épocas anteriores de nossa própria cultura, ou na China e na Índia, o homem mais altamente apreciado era a pessoa de eminentes qualidades (…) o professor não era só, nem sequer primariamente, uma fonte de informação, mas sua função era transmitir certas atitudes humanas.

Na sociedade (…) os homens sugeridos à admiração e à emulação podem ser tudo, menos portadores de qualidades (…). Sua principal qualificação para essa função está, muitas vezes, em terem conseguido tornar-se notícia.

Contudo, a situação não parece ser inteiramente desesperada. Se se considera (…) as muitas possibilidades de familiarizar a juventude com personalidades vivas e históricas que mostram o que os seres humanos podem realizar como seres humanos e não como entretenedores (no amplo sentido da palavra), se se pensa nas grandes obras de literatura e arte de todas as épocas, parece haver uma oportunidade de criar uma visão de bom funcionamento humano e, portanto, a sensibilidade ao mau funcionamento.

Caso não consigamos manter viva uma visão de vida amadurecida, então, na verdade, confrontar-nos-á a probabilidade de ver ruir toda a nossa tradição cultural. Esta tradição não se baseia primordialmente na transmissão de certos tipos de conhecimento, mas na de certas espécies de traços humanos. Se as gerações vindouras não mais virem esses traços, desmoronar-se-á uma cultura velha de cinco mil anos, mesmo que seus conhecimentos se transmitam e ainda mais se desenvolvam.”…

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A infância do Mago – Hermann Hesse

Na lendária entrevista que Clarice Lispector concedeu ao jornalista Julio Lerner, pouco antes de sua morte, ela disse que ao ler o Lobo da Estepe,de Hermann Hesse, ficara “em choque”. Vindo de quem veio, tal comentário deixou minha curiosidade aguçada.

Para completar, de bobeira pela intenet, encontrei uma lista em que Renato Russo listava algumas sugestões de Leitura e lá estava não uma, mas 4 sugestões do mesmo autor, então pensei OPA! deve ser legal…

Aí enchi tanto o sacoalheio que ganhei de aniversário o “Lobo da Estepe” e pensei COMONINGUÉMNUNCAMEFALOUDESTEAUTORANTES!!!!.

Loucamente fui atrás de mais coisas e achei inclusive o Sidarta, ainda melhor que o Lobo da Estepe.

Continuando a saga atrás de coisas deste autor desencavei A Infância do Mago .

De acordo com algumas críticas o livro teria um tom piegas, mas sinceramente acredito que este é um caso típico de livro para o qual a crítica não está pronta.

Num tom de Holden Caulfield, o livro apenas por esta frase já me ganhou: “Quase todos os adultos me pareciam esquisitos e ridículos.

Vale lembrar que o livro foi escrito no mesmo ano que Sidarta. Genialidade é  para os fortes.

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Vale a pena ler de novo (via Livros e Afins)

Recebi há alguns dias, por e-mail este  post do Alessandro Martins Vale a pena ler de novo,

que respondia, por sua vez, à Mari, do blog Devaneios e Desvarios,  à algumas perguntas. Com a minha agônica incontinência escritiva, respondi também, vá lá:

  1. Existe um livro que você leria muitas e muitas vezes sem cansar?
    Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector. (e toda vez acho algo novo).
  2. Se você pudesse escolher apenas um livro para ler durante o resto de sua vida, qual escolheria? Antologia Poética – Carlos Drummond de Andrade
  3. Indique um livro para que os outros possam ler.
    Puts, isso é tão relativo, mas 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo são quase unanimidade.
  4. Indique dez blogs para responder.
    Caramba, não sou tão popular ainda…
  5. Linke o blog que o indicou.
    Está relinkado, lá em cima.

As respostas do Alessandro Martins você lê aqui:

Livros e afins

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A Literatura em Perigo

A Literatura em Perigo

O renomado crítico literário Tzvetan Todorov surpreendeu ao lançar em 2007 “A literatura em perigo”, livro em que ataca a visão e a formação essencialmente estruturalista do ensino literário na França. A obra é agora lançada no Brasil pela editora Difel, com tradução de Caio Moreira.

Uma excelente reportagem de Miguel Conde (incluindo uma entrevista exclusiva com o autor) no caderno Prosa & Verso do jornal O Globo do sábado passado (24/01) trouxe à tona a polêmica levantada pelo autor. A discussão é também muito apropriada ao Brasil. Reproduzo aqui, portanto, um pequeno trecho da matéria, a título de levantar a reflexão, o debate talvez, e sugerir a leitura da obra.

“Num resumo simplificado, o problema apontado por Todorov é que a pesquisa e o ensino de literatura nas escolas e universidades tratam cada vez mais da forma do texto – a que gênero ele pertence, como se estrutura, qual seu estilo – e cada vez menos do sentido, ou seja, daquilo que o autor diz sobre o mundo em que ele e o leitor vivem. Isso ocorre, Todorov argumenta, em parte devido à hegemonia de inúmeras teorias que puseram questão, nas últimas décadas, a concepção do texto literário como uma representação do mundo real. Por isso, críticos hoje dariam mais atenção aos elementos internos do texto do que à sua relação com a vida ao seu redor. Vista dessa maneira, a literatura se torna uma atividade autorreferente, cujo principal assunto é ela própria. ‘Uma concepção estreita da literatura’, escreve Todorov, ‘que a desliga do mundo no qual ela vive, impôs-se no ensino, na crítica e mesmo em muitos escritores. O leitor, por sua vez, procura nos livros o que possa dar sentido a existência. E é ele quem tem razão’”. Miguel Conde, para o jornal O Globo.

(A literatura em perigo, de Tzvetan Todorov, Tradução de Caio Meira. Editora Difel)

Fonte: http://portalliteral.terra.com.br/artigos/a-literatura-em-perigo

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Machado de Assis e o diagnóstico psiquiátrico

Loucura a dois, ou como foi originalmente registrada, folie a deux, é um distúrbio no qual o paciente tem sintomas psicóticos que são “transmitidos” a outros membros do grupo ou da família. Este distúrbio geralmente acontece em grupos ou famílias que vivem isoladas e mais frequentemente , com mulheres. O estudo que primeiro teria descrito cientificamente os sintomas desta doença foi publicado em 1887. E onde Machado entra nisso? Bem, dois cientistas da USP, Daniel Martins de Barros e Geraldo Busatto Filho, perceberam um caso similar no conto “O Anjo Rafael”, escrito anteriormente ao artigo científico, em e que traz como protagonista um fazendeiro que acredita ser o Anjo Rafael, acredita tanto, que sua filha também o faz, desta forma, segundo os pesquisadores, antes dos médicos, em 1869, Machadão teria percebido que loucura, nesse caso, pega!

Para ler o conto, clique aqui.

Matéria do caderno de Ciências da Folha de São Paulo de 15 de março de 2011.

 

 

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Professor lista 4 estratégias para facilitar a leitura dos estudantes

da Livraria da Folha

Em “Coisas que Todo Professor de Português Precisa Saber” (Parábola, 2010), o professor adjunto de língua portuguesa da Universidade Federal da Bahia, Luciano Amaral Oliveira, tenta desvendar os ruídos que se estabelecem entre os alunos e os mestres que lecionam português para os Ensinos Fundamental e Médio.

Dividido em seis capítulos, o volume analisa as gramáticas normativas e o que os livros teóricos “pregam” sobre o ensino do português para que os professores da disciplina se aproximem de seus alunos de uma forma menos traumática e mais prática.

O volume discute cinco questões teóricas que compõem a prática pedagógica –o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que é saber português e a razão pela qual se ensina português para brasileiros.

Amaral Oliveira enumera quatro estratégias de leitura que podem ser aplicadas por professores, estudantes e leitores em geral. Veja abaixo:

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PREDIÇÃO – “Prever o conteúdo de um texto faz com que o leitor ative esquemas mentais e o ajuda a construir hipóteses sobre o texto”. Acostumar os alunos a explorarem o título, o subtítulo e as imagens de um texto para prever seu conteúdo é importante para conscientizá-los acerca de um fato de que eles geralmente se esquecem: um texto não é formado necessariamente só por palavras, pois ele pode também possuir imagens e cores significativas”.

ADIVINHAÇÃO TEXTUAL – “É outra estratégia de leitura muito importante, a qual faz parte da competência estratégica de leitores experientes e precisa ser estimulada e desenvolvida nos estudantes. Eles precisam ser informados pelo professor que um leitor eficiente não tem de conhecer todas as palavras de um texto para compreendê-lo. Esse tipo de leitor tende a ignorar as palavras desconhecidas que vai encontrando em um texto, a menos que alguma delas seja essencial para o processamento da leitura. Nesse caso, o leitor, antes de recorrer a um dicionário, pode tentar adivinhar o significado da palavra a partir do seu contexto. Nem sempre essa tentativa funciona: às vezes, o leitor consegue chegar ao significado exato da palavra; outras vezes, ele consegue chegar a uma ideia do significado que o ajuda a entender o texto, embora não seja um significado muito preciso; outras vezes mais, ele não consegue chegar a significado algum, situação em que o dicionário surge como a alternativa mais indicada”.

INFERENCIAÇÃO – “A busca do não dito a partir do dito. Um elemento que os alunos têm à sua disposição para realizar inferências é o vocabulário usado nos textos, que muitas vezes trazem pressupostos importantes para a construção dos sentidos. E uma atividade que o professor pode realizar para ajudar seus alunos a perceberem que precisam estar sempre atentos às entrelinhas é a análise de manchetes jornalísticas. Ele pode pegar jornais publicados na sua cidade, selecionar manchetes, fotocopiá-las ou escrevê-las no quadro ou ditá-las para os alunos, que terão de dizer o que está implícito nelas”.

IDENTIFICAÇÃO DAS IDEIAS MAIS IMPORTANTES DE UM TEXTO – “É outra estratégia que os estudantes precisam dominar. Afinal, isso é fundamental para o aluno ser capaz de elaborar resumos, habilidade muito exigida na universidade. Uma coisa simples que o professor pode fazer para levar seus alunos a usarem essa estratégia é solicitar-lhes que identifiquem a ideia principal de cada parágrafo de alguns textos que ele selecionar para leituras em sala de aula”.

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“Coisas que Todo Professor de Português Precisa Saber”
Autor: Luciano Amaral Oliveira
Editora: Parábola
Páginas: 272
Quanto: R$ 29,75 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/836162-professor-lista-4-estrategias-para-facilitar-a-leitura-dos-estudantes-leia-trecho.shtml

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